Santa Marcelina Cultura

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Professores, alunos e pais, todos juntos em uma só voz

15 de outubro de 2012

Santa Marcelina Cultura organizou pela primeira vez um encontro com grupos de comunidade, de estudantes e profissionais.

Promover um evento que unisse estudantes de música, músicos profissionais e pais de alunos era um desejo antigo do corpo pedagógico do Guri Santa Marcelina. Com a presença de professores do conservatório britânico The Sage Gateshead, cuja especialidade é o canto coral, a ideia se concretizou. No dia 29, foi realizado o 1º Encontro de Corais Santa Marcelina Cultura, no Teatro Grande Otelo, em São Paulo.

Com a proposta de mostrar que a prática musical pode ser acessada por todos, grupos da EMESP e do Guri foram escalados a participar, totalizando mais de 200 pessoas que subiram ao palco. Durante uma semana, se prepararam para o espetáculo e no dia da apresentação fizeram um workshop com os músicos da escola britânica para aprender e revisar técnicas vocais.

Para a diretora do núcleo de Formação e Aprendizado do The Sage Gateshead Katherine Zaserson “a voz humana é a essência do nosso modo de se comunicar”. Ela explica que o conceito por detrás da organização do encontro é o da prática vocal como uma expressão fundamental para fortalecer os laços de comunidade.

“Conversando com integrantes da Santa Marcelina Cultura, ficou claro que esse era um entendimento comum. Seria uma honra para nós poder contribuir com o primeiro dia que vocês estão colocando todos os grupos vocais juntos”, detalha. Confiante, faz uma aposta: “vamos dar as mãos nessa atmosfera de solidariedade do canto e fazer disso o começo de nossa aventura”.

A gestora do Guri Giuliana Frozoni conta que os guris percebem a importância da parceria no aprendizado musical, além de sentirem-se “muito gratos” com a oportunidade de ter esse tipo de interação. “O fato de saber que um grupo de pessoas vem do outro lado do mundo dedicar um tempo a eles eleva a auto-estima dos meninos e meninas”, observa.

Para Thiago José da Silva, 18, que está no Programa Guri há pouco mais de um ano, participar de um intercâmbio com músicos de um país estrangeiro é também uma forma de estar com pessoas que “compartilham o mesmo ideal”. Além disso, achou interessante “a troca de experiências e de cultura” e se surpreendeu com o bom-humor e a simpatia dos professores convidados, o que foge do estereótipo do britânico que é sempre frio e contido.

A estudante Gabriela Silva Viana, 19, estava ansiosa pouco antes de começar o concerto, que, para ela, seria uma “vivência nova”. “Vai ser muita gente em cima do palco, cantando músicas que não são brasileiras. É uma experiência diferente, que estou adorando. Tenho certeza que vai dar certo, estou bastante segura”, revelou.

Um dos pontos altos do Encontro de Corais foi a integração de grupos de comunidade com os de estudantes e de profissionais. Um desses conjuntos era o coral da EMESP Tom Jobim, regido pela professora Ana Beatriz Valente. Ela conta que a maioria dos integrantes não tinha nenhum contato prévio com o estudo formal de música. “É maravilhoso. Eles estão lá porque gostam muito, então eles bebem o que a gente fala, seguem o que a gente propõe”, disse.

As reações dos alunos ao decorrer do curso, segundo Ana Beatriz, são diversas. Alguns começam a sonhar em estudar regência, outros dizem que se não fossem tão velhos teriam seguido a profissão de músico e há aqueles que não querem que o curso termine. “É uma construção vagarosa, mas bastante efetiva. Nós plantamos caminhos”, acredita.

Ao final das apresentações, que duraram cerca de duas horas, o clima do ambiente era de emoção devido à beleza e ternura das canções interpretadas. Na visão de Katherine Zaserson, “profissionais e iniciantes, todos que estavam no teatro aprenderam algo hoje”. “Foi um grande presente poder compartilhar essa grande alegria com as pessoas e sentir a ótima recepção de todos vocês”.