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Nelson Ayres e Ricardo Herz são os convidados dos concertos de abertura da temporada 2015 da Orquestra Jovem Tom Jobim

26 de março de 2015

A Orquestra Jovem Tom Jobim abre a temporada 2015 completamente renovada. Como parte das reformulações, foi constituído um conselho artístico que tem por objetivo implantar a nova proposta artístico-pedagógica da Orquestra. E para começar o ano com força total, a Orquestra Jovem Tom Jobim recebe o maestro convidado Nelson Ayres e o violinista Ricardo Herz para concertos nos dias 4 e 5 de abril, no Teatro Polytheama, em Jundiaí, e na Sala São Paulo, respectivamente.

Clique no nome do evento para maiores informações: Teatro Polytheama (04/03) e Sala São Paulo (05/03) 

(Crédito: Adriana Elias)

Formado por Paulo Zuben, diretor artístico-pedagógico da EMESP Tom Jobim, Paulo Braga, coordenador artístico-pedagógico da EMESP e pelos pianistas e arranjadores Tiago Costa e Nelson Ayres, o conselho tem como uma de suas missões privilegiar a formação dos bolsistas, oferecendo aos jovens a oportunidade de crescer cada vez mais como músicos. “Conviver com jovens músicos é muito bom, pois eles estão abertos a tudo. Eles têm uma vontade incrível de aprender e de fazer um trabalho bem feito. Cabe a nós, dar esse estímulo”, conta Nelson Ayres.

 “O repertório será escolhido com o intuito também de trazer alguma novidade para os músicos. Por exemplo, o Ricardo Herz passou dois dias de ensaios ensinando-os a tocar violino como se fosse uma sanfona. Além disso, pretendemos ter mais bolsistas solando ao longo da temporada e não apenas só por conta do concurso Jovens Solistas. Mesmo quando tivermos algum cantor convidado, ele também irá interagir com os músicos da orquestra. Isso tudo para fazer a “meninada” crescer”, explica o maestro.

Outra inovação para esta temporada é que a Orquestra não terá um regente titular. Cada programa será regido por um maestro diferente. Além disso, os convidados passam a ter uma participação mais ativa nos ensaios. “Para os bolsistas da Orquestra é muito bom, pois terão experiência com regentes diferentes. Nossa ideia é que os convidados possam participar desde o início dos ensaios e que tragam sua experiência e vivência para os bolsistas”, revela o pianista e arranjador, Nelson Ayres.

Nelson Ayres durante concerto da Orquestra Jovem Tom Jobim em 2014 (Crédito: Adriana Elias)

“No caso do Ricardo Herz, ele é uma pessoa que desenvolveu nos últimos anos uma linguagem muito peculiar, dele próprio, que é tocar música popular brasileira em um violino. Isso é uma coisa pouco usual por aqui. Sua participação tem o objetivo de levar às cordas da Orquestra todo um leque de possibilidades inovadoras, abrindo novos rumos para a interpretação da música inspirada em raízes brasileiras, seja popular ou erudita. Ele está trabalhando conosco desde os primeiros ensaios do naipe de cordas mostrando, por exemplo, como se pega os swings das obras brasileiras. Está sendo uma experiência muito boa. Eu mesmo aprendi bastante e tenho certeza que os bolsistas também. A ideia é sempre proporcionar esse tipo de experiência aos jovens”, completa.

Primeiro solista convidado da temporada, o violinista Ricardo Herz está bastante animado com os ensaios ao lado dos bolsistas da Orquestra Jovem Tom Jobim. Formado pela Berklee College of Music, nos Estados Unidos, e a Centre des Musiques Didier Lockwood, na França, o músico paulistano está aproveitando os ensaios para compartilhar seu conhecimento com os jovens.  “Está sendo tudo muito legal e especial para mim. Estamos tendo bastante tempo para aprofundar os ensaios, principalmente com os instrumentos de cordas. Estamos fazendo uma mistura de estilos, que vai de música brasileira, forró até o chamamé, estilo musical tradicional da província de Corrientes, na Argentina e também do Rio Grande do Sul”, conta.

(Site oficial do violinista Ricardo Herz)

Ricardo também não esconde sua admiração pelo regente Nelson Ayres. O violinista já havia tido contato com o maestro, mas essa será a primeira vez que trabalham juntos. “O Nelson é uma referência para qualquer instrumentista e comigo não é diferente. Está sendo ótima nossa relação nos ensaios e sei que será melhor ainda nos concertos. Em 2004, ele fez parte da banca do Prêmio Visa de 2004, em que fiquei em terceiro lugar. Então, é muito interessante nosso reencontro depois de onze anos”, revela.

No repertório dos concertos de Jundiaí e de São Paulo, a Orquestra Jovem Tom Jobim apresentará clássicos como Fé Cega, Faca Amolada (Milton Nascimento), Valsa de Eurídice (Vinícius de Moraes), Carinhoso (Pixinguinha) e Zanzibar (Edu Lobo), além de composições de Ricardo Hertz, como Mourinho, baseada na obra de Guerra-Peixe, e  Chamaoque, em homenagem ao ritmo chamamé. Além de duas suítes: Cancioneiro Nordestino, com arranjo de Adail Fernandes, e Cantigas de Ciranda, adaptação de Herz e Ayres de canções infantis tradicionais.

 

por Marcus Vinicius Magalhães