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Grupos Infanto-Juvenis fazem primeiro ensaio

12 de abril de 2010

Os 161 jovens selecionados para os grupos Infanto-juvenis do Guri Santa Marcelina já preparam repertório para as primeiras apresentações

Foi neste sábado, dia 10 de abril, o primeiro ensaio dos Grupos Infanto-Juvenis do Guri Santa Marcelina. Estavam presentes alunos de todos os polos, que formaram o Coral, a Banda Sinfônica, a Orquestra de Cordas e a Camerata de Violões. Os 161 alunos selecionados nas audições do mês de março têm ensaios todos os sábados pela manhã na Tom Jobim – Escola de Música do Estado de São Paulo (EMESP) até o final do ano. Serão 24 encontros, além das apresentações.

Boa parte dos guris atendeu à recomendação e chegou na hora marcada: 8h30. Logo no saguão de entrada do prédio da unidade Luz os jovens procuravam sua turma, amigos do polo, e se encaminhavam para as salas de ensaio no terceiro e quarto andares. Para quebrar o estranhamento, o regente assistente do Coral, Rodolfo Jonasson já foi misturando os que chegavam. “Pego o do [polo CEU Parque] São Carlos e coloco junto com jovens do [polo CEU Cidade] Dutra, para se entrosar. Daqui a pouco todos estão amigos.”

Josué Rodrigues dos Santos, 13 anos, um dos mais jovens guris da Banda Sinfônica e aluno de clarinete no polo CEU Perus estava feliz. “Eu faço música desde os 9 anos e sempre quis tocar numa banda.” Milena Siqueira Marques, 17 anos, estudante de viola no polo Cidade Dutra tinha grandes expectativas com a formação da Orquestra de Cordas. “Acho legal, diferente, tem muita gente boa aqui e é bom para compartilhar conhecimento.”

“É um incentivo para a gente que está estudando”, comenta Everton da Silva Rocha, 16 anos, aluno de violão do polo CEU Rosa da China. “Eu fiz o teste e achei que não ia passar, então para mim é muito bom estar aqui”.

Coral

Gabriela Lopes Figueiredo, 14 anos, aluna do polo CEU Parque Veredas vê novas possibilidades com o Coral. “Quero estar preparada para as apresentações e, se tiver dificuldades, pedir ajuda.” Gil Erick, 18 anos, do polo PEFI Imigrantes, percebeu que o trabalho vai ser bastante sério, “profissional e mais rígido”, mesma opinião de Pamela Heloiza, 13 anos, da Vila Atlântica. “Eu não conseguia fazer o agudo, agora, com a preparação, consegui. Temos muito vocalize, muita respiração.”

Segundo a gestora do Guri Santa Marcelina e regente do Coral, Giuliana Frozoni, vai ser um ano de formação. “Hoje a gente viu que sonoridade vai construir durante o ano, vamos trabalhar com uma escrita própria para este tipo de grupo, um repertório mais elaborado do que estão acostumados, sempre oferecendo um bom texto, explicando o que estão cantando.” Giuliana quer começar um núcleo de performance dentro do Guri Santa Marcelina pois gostou da qualidade artística dos alunos. “Está bom por ser o primeiro ensaio, que foi de leitura do repertório. Eles são cantores, percebo que estão muito a fim, eu sempre me surpreendo.”

Marina Costa Alves de Santana, 18 anos, é uma das mais experientes do grupo, pois já participou do projeto piloto do Coral Infanto-Juvenil no ano passado e estuda no polo CEU Parque Veredas desde o início do programa. Ela lembra o trabalho inédito feito pelo Guri Santa Marcelina. “Antes não existia nada e agora temos essa oportunidade. É muito bom para quem gosta de música.”

Orquestra de Cordas

Diferente do Coral, a Orquestra de Cordas teve sua primeira formação neste ano. Lilian Werner, 13 anos, aluna de violino no polo CEU Jambeiro, está feliz pela possibilidade de fazer parte do grupo. Já o que mais agradou Bruno de Jesus Gonzaga, 14 anos, estudante de violoncelo no polo CEU Vila Atlântica, foi voltar para um grupo, pois “já fazia parte de uma orquestra antes de entrar no Guri [Santa Marcelina].”

O regente Nataniel Marcos Badue Filho passou boa parte do tempo montando e afinando o grupo. Seu objetivo será preparar um repertório para que os jovens tenham experiência em tocar em conjunto.  “Primeiro vou ensaiar obras baseadas em metodologia de ensino instrumental para depois partir para um repertório tradicional.” Segundo ele, o grupo é bem diversificado, com alunos novos, de 10, 12 anos e maiores, de 17, 18 anos. “Isso é bom, assim os mais jovens podem crescer com os mais velhos.”

Camerata de Violões

Quem vive, também, novos desafios são os alunos de violão. “Não é tão usual formar grupos muito grandes”, lembra Eduardo Lopes Meneses, regente da Camerata de Violões. “Por isso no primeiro semestre vou trabalhar o espírito de conjunto e timbre.”

Mas no primeiro ensaio os resultados já apareceram, pelo menos na visão dos alunos. “Gostei muito das pessoas que formam o grupo, todos tocam muito bem, com certeza vou desenvolver bastante aqui”, expõe Pedro Zaia Soares, 12 anos, aluno do polo CEU Casa Blanca. Érika Petreca, 14 anos, aluna no polo CEU Campo Limpo concorda com Pedro. “Achei que seria mais difícil, mas na primeira vez já saímos tocando, foi uma experiência legal.”

Eduardo acha que tem muito a percorrer, mas “o comprometimento é grande, e a capacidade para construir um bom repertório também.” O grupo já tem uma primeira apresentação no dia 19 de junho, no CEU São Rafael.

Banda Sinfônica

Com um grupo mais homogêneo por conta de alguns alunos que integravam a Banda Sinfônica no ano passado, muito dos guris já elogiaram o trabalho que tem o coordenador pedagógico do Guri Santa Marcelina e regente Ricardo Appezzato à frente. “É muito bacana esse projeto, ele pode ganhar maturidade e virar referência daqui alguns anos”, explica Wellington de Souza Pinto, 17 anos, enquanto brincava com o trompete ao final do ensaio. Wellington estuda no polo CEU Parque Veredas e integrou a Banda no ano passado.

Outra guria experiente era a estudante de flauta Daniely Fernandes Alves, 16 anos, do polo CEU Vila Curuçá. Em 2009 ela participou do Coral. “Quando cheguei estava muito nervosa, tensa, então, comecei a tocar e tudo melhorou.”

Thais Tenório dos Santos Lisboa, 17 anos, estudante de trombone no polo Jambeiro, resume bem o espírito do trabalho desenvolvido pelos profissionais do Guri Santa Marcelina para reunir tantos estudantes aos sábados. “Sozinha, é difícil tocar um instrumento, mas quando estamos juntos tudo fica bom. É um grande aprendizado para o futuro de quem quer seguir a música. Mesmo se não for seguir, já valeu a pena estar aqui.”