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EMESP Tom Jobim comemora 30 anos no Theatro São Pedro

23 de outubro de 2019

Concerto comemorativo expressou a diversidade musical da EMESP Tom Jobim com pluralidade de sons no palco, plateia e 1º balcão do teatro, além de depoimentos emocionantes de alunas, alunos, familiares e professoras e professores

Quem foi ao concerto comemorativo de 30 anos da EMESP Tom Jobim no dia 6 de outubro, ou assistiu a transmissão ao vivo realizada por meio da parceria com o Catraca Livre, presenciou a diversidade musical presente na EMESP Tom Jobim. Grupos formados por alunas, alunos, professoras e professores ocuparam todos os espaços do Theatro São Pedro com intervenções e apresentações musicais distintas.

A pluralidade de sons, ritmos e estilos contemplou roda de choro no café, grupo de metais e percussão no palco e 1º balcão, música antiga, corais e big band no palco e, para encerrar a celebração, a bateria de escola de samba ”invadiu” o hall do Theatro. No intervalo das apresentações, representantes dos grupos de familiares e professores compartilharam com o público as suas experiências e percepções sobre a EMESP Tom Jobim. Daniela Busch, representante dos familiares, falou sobre os sonhos e sentimentos que os frequentadores compartilham apesar das diferenças sociais e econômicas. Segundo ela, o primeiro sentimento é de gratidão, pelo fato de seus filhos e filhas conseguirem ingressar na Emesp Tom Jobim. “Ao entrar na Escola não é só o aluno de música que tem oportunidades antes inimagináveis, mas toda a sua família e a comunidade ao seu redor, que passa a conhecer novos instrumentos, compositores, a formação de uma orquestra e a beleza das diferentes salas de concerto”, enfatiza.

Em nome dos familiares, Daniela destacou ainda o segundo sentimento dividido: acolhimento. Segundo ela, o projeto pedagógico da EMESP Tom Jobim promove o diálogo dos jovens e o respeito às diferenças. “Sentir-se acolhido e respeitado faz toda a diferença no processo de aprendizagem”. Outro sentimento compartilhado pelos pais e citado por Daniela foi esperança. “Temos esperança de que nossos filhos sejam seres humanos melhores, de que a EMESP se mantenha e cresça, e de que possamos com nossas histórias ajudar na valorização do trabalho que vem da arte e da música, em uma sociedade que ainda não consegue enxergar a cultura como trabalho”.

Camila Bonfim, representante dos professores, começou a sua fala destacando que a EMESP Tom Jobim “é uma escola comprometida com a diversidade cultural do nosso País em um espaço de criatividade e expressão”. A professora também citou que ensinar em uma escola de música é muito mais que ensinar sons, melodias e tudo que faz parte do universo sonoro: “Nós, professores e professoras, trabalhamos fundamentalmente com a formação de seres humanos e esse é um trabalho maravilhoso, mas que envolve inúmeros desafios. No dia a dia das nossas aulas, lidamos com as mais distintas realidades sociais, econômicas, educacionais e tantas outras”.

Barbara Blasques, Firmino Calixto e Seham Furlan, representantes do Grêmio Estudantil EMESP, se revezaram para falar sobre o atual cenário cultural do País e convocaram o público a participar da luta em defesa do acesso à cultura. “É nossa responsabilidade como classe artística agir em conjunto pela transformação, afinal ser artista hoje, mais do que nunca, é um ato de resistência, é ousar refletir por meio da nossa criatividade, usar nossos corpos, instrumentos e vozes para combater nossas ignorâncias. O nosso som não será silenciado”.

Quer saber como foi o concerto? Assista aqui!