A EMESP realiza no dia 19 de agosto um ensaio aberto de Camerata de Violões com o professor internacional João Luiz Rezende, atividade que integra o Festival de Cordas Dedilhadas da escola.
O violonista, educador e compositor João Luiz Rezende, duas vezes indicado ao Grammy Latino, começou a tocar profissionalmente música popular brasileira ainda na infância e, posteriormente, foi instruído no violão clássico por seu mentor, Henrique Pinto. Vencedor do Concurso Concert Artists Guild de 2006 como membro do aclamado Brasil Guitar Duo, Rezende se apresentou extensivamente nos Estados Unidos, Ásia, Europa e América Latina. Como intérprete e compositor, Rezende se sente igualmente à vontade com a música clássica, brasileira e worl music. Seu repertório para violão solo, música de câmara e concertos abrange todas as principais obras do repertório para violão, de Dowland a Berio, e ritmos brasileiros, do choro ao baião. Sua versatilidade o levou a ser escolhido para colaborar com Yo-Yo Ma e Carlos Prieto em um projeto para celebrar o 75º aniversário do compositor cubano Leo Brouwer em um concerto histórico em Cuba, em 2014.
Seus arranjos e composições foram gravados e interpretados por Marina Piccinini, Fábio Zanon, Quaternaglia, Olson/De Cari Duo, Danilo Brito, Paquito D’Rivera, Clarice Assad, Bridget Kibbey, Jiji, Sybarite 5, D-Composed, Plínio Fernandes, The Newman & Oltman Guitar Duo, Aquarelle Guitar Quartet, David Leisner e a New York City Classical Guitar Society.
O concerto para harpa Recife, de Rezende, escrito para Bridget Kibbey, teve sua estreia com a Orquestra Filarmônica de Orlando em 2019. Seu concertino para violão e cordas MadriAfro I estreou em Nova York com o São Paulo Chamber Soloists em 2022. A obra mais recente de João, Saravá, para quarteto de cordas e violão, estreou na Sala São Paulo, recebendo críticas entusiasmadas e sendo considerada um dos destaques da temporada. A obra de Rezende recebeu o prêmio APCA 2024, como melhor estreia de obra inédita.
Entre suas encomendas recentes, destacam-se trabalhos para o departamento de violão da Thornton School of Music da USC, o NYC Master Chorale, o Duo Amaris, a GFA, o Duo Sonidos e a USGO. Rezende gravou mais de vinte CDs, atuando solo, em duo, trio e quarteto, a maioria com seus arranjos de obras clássicas ou brasileiras. Rezende também formou o Trio Virado com a flautista Amy Porter e o violista Jaime Amador para promover a música de câmara contemporânea latino-americana. O primeiro CD do trio, Mangabeira, foi lançado no outono de 2015 e apresentou gravações inéditas de obras escritas especialmente para o trio por Assad, Hand e Brouwer. O álbum solo mais recente de Rezende, Central Guitar, apresenta obras para violão do século XX de compositores brasileiros como Gnattali, Guarnieri e Gismonti. Para sua estreia solo em 2022 pela Zoho Music, From Spain to São Paulo, Rezende destacou obras de Sor, Torroba, Mompou e Segovia para violão espanhol. Dois dos projetos de gravação mais ambiciosos de Rezende serão lançados em 2025: Guardiães da Magia, de Leo Brouwer, por João Luiz, e 24 Estudos, de Sérgio Assad.
Rezende possui mestrado pelo Mannes College. Como bolsista da Augustine Foundation, obteve seu doutorado na Manhattan School of Music. Ansioso por expandir o repertório de seu instrumento, Rezende encomendou e estreou obras escritas para ele por Sérgio Assad (24 Estudos), Leo Brouwer (Sonatas nº 7 e nº 10), Clarice Assad, David Leisner, Ronaldo Miranda, Mariel Mayz, Sebastian Zubieta, Marco Pereira, David Sampson, Frederic Hand e Dusan Bogdanovic. Rezende é o Diretor de Música de Câmara do CUNY Hunter College e professor de violão na Yale School of Music. Ele recebeu o prestigioso prêmio CUNY Feliks Gross de 2023 em reconhecimento à sua excepcional produção acadêmica.
Largo General Osório, 147, Luz, São Paulo/SP.
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