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Toninho Ferragutti apresenta suas obras em concerto com a Orquestra Jovem Tom Jobim

30 de setembro de 2014

Convidado para participar dos concertos da Orquestra Jovem Tom Jobim, realizados nos dias 12 e 14 de setembro, no Grande Auditório do MASP e na Sala São Paulo, respectivamente, Toninho Ferragutti destacou o comprometimento e o respeito que os bolsistas têm pela música e pela hierarquia da orquestra.


(Foto: Adriana Elias)

As apresentações da Orquestra Jovem Tom Jobim aconteceram sob regência do maestro convidado Osman Gioia. Durante os dois concertos, Toninho Ferragutti apresentou suas composições Na sombra da Asa Branca, Forró Classudo, Sanfonema, Meia Saudade, Chapéu Palheta, Sanfoneon, Nem Sol, nem Lua e O Sorriso da Manu.

 

“Para mim, é um grande prazer participar dos concertos da Orquestra Jovem Tom Jobim. É muito bacana tocar minhas obras com esses jovens. Eles são muito interessados em fazer música direito. São atenciosos e super educados. Ao mesmo tempo, tem um despojamento gostoso, uma abertura e um olhar para aquilo que você está tocando e compondo. Eu fico muito animado em fazer música com essa moçada”, afirma o músico.

Impressionado com a disciplina e o respeito que os bolsistas tiveram durante os ensaios Ferragutti acredita que os jovens musicistas têm um futuro promissor, não apenas como profissionais, mas como pessoas preparadas para a vida. “Esses meninos têm um grande futuro na música. Saber trabalhar em grupo e respeitar o próximo são virtudes louváveis. Dentro da orquestra, os jovens desenvolvem essa capacidade de respeitar os outros músicos e as hierarquias. É muito bonito ver eles tocando as minhas músicas”, conta.

Toninho Ferragutti afirma ainda que a música deveria estar mais presente no cotidiano das pessoas, principalmente pelo fato de ajudar a  desenvolver o aprendizado e o convívio em sociedade. “Fico impressionado como a música é uma alavanca poderosíssima de cidadania, por isso, acredito que toda a população deveria ter acesso. Na orquestra você vê que a música é muito rica de possibilidades, principalmente observando como todos participam, aprendem e ouvem o próximo”, ressalta.

 

Além de ter se apresentado com a Orquestra Jovem Tom Jobim, Ferragutti também já realizou atividades pedagógicas na EMESP Tom Jobim, como workshop, ensaio aberto e participou de duas edições da Mostra Tom Jobim EMESP. O músico conta que admira o perfil da escola, principalmente por não ter restrição de estilos. “Eu gosto muito desse caldo com as músicas popular e erudita, respeitando as diferenças, mas sem distanciamentos”, revela.

Para ele, um dos diferenciais da EMESP Tom Jobim é o fato dos professores saberem como mostrar a realidade musical para os alunos, preparando-os da melhor forma possível. “Eu adoro o perfil dos professores da EMESP, pois eles têm larga experiência como músicos e ainda atuam como professores. Eles têm o olhar da realidade, tanto os altos quando os baixos da profissão e levam isso para os alunos”, finaliza.


por Marcus Vinicius Magalhães