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Ópera Estúdio apresenta a montagem A Flauta Mágica, de Mozart

14 de dezembro de 2015

O Ópera Estúdio, da Escola de Música do Estado de São Paulo – Tom Jobim, apresenta a obra escrita em dois atos pelo compositor alemão Wolfgang Amadeus Mozart com libreto de Emanuel Schikaneder, na terça-feira (15), às 20h, no Auditório Masp Unilever, na Avenida Paulista, com entrada gratuita. 

Sob a coordenação geral do professor Mauro Wrona, a montagem terá o formato pocket opera, com foco nos principais momentos do enredo e acompanhamento do piano de Maria Emília. As cenas são unidas pela narração, que irá proporcionar ao público uma visão global da obra ambientada num Egito imaginário e cantada em alemão. O elenco é formado pelos  alunos do curso oferecido na EMESP que se revezam nas apresentações e mais três vozes do coro: Felipe Monteiro, Leonardo dos Santos da Silva e Lucas Grabesco.

 

Na trajetória de mais de dez anos do Ópera Estúdio, A Flauta Mágica é um espetáculo bem especial na história do grupo formado por alunos do curso regular para cantores líricos da EMESP Tom Jobim – escola do Governo do Estado de São Paulo e da Secretaria da Cultura do Estado, gerida pela organização social Santa Marcelina Cultura. O grupo já interpretou a montagem em 2010 e no Festival de Campos do Jordão de 2011.

 

A Flauta Mágica narra a história do príncipe Tamino que, acompanhado pelo caçador de pássaros Papageno, tenta resgatar a princesa Pamina, filha da Rainha da Noite, que foi sequestrada por Sarastro, grão sacerdote de Ísis. Trata-se de uma obra repleta de símbolos e alegorias relativos à maçonaria, da qual faziam parte tanto Schikaneder quanto Mozart. Na época, a maçonaria adquiria simpatizantes, ao mesmo tempo em que era perseguida. O número três, muito importante tanto na filosofia quanto nos ritos maçônicos, é citado com frequência no texto e na música: a ópera se inicia com três acordes, que representam as batidas rituais com as quais o aspirante a maçom pede para ser admitido na Loja, são três as damas que salvam Tamino do dragão, Sarastro responde a três sacerdotes sobre a prova de Tamino, enumerando três atributos do jovem. As provas a que são submetidos Tamino e Pamina são baseadas no cerimonial maçônico. A ópera também apresenta elementos do humor folclórico do Singspiel alemão, gênero musical típico da época, cuja maior característica é o diálogo falado, em vez de cantado, e a presença de alguns personagens da comédia popular (Papageno e Papagena).

 

O Ópera Estúdio é um curso regular do ciclo avançado da EMESP Tom Jobim, tem duração de dois anos e oferece formação completa aos alunos, inclusive aulas de técnica corporal para cantores líricos e aulas de teatro, ministradas por Norma Gabriel. Atualmente, atende 15 alunos e o trabalho realizado pelo professor Mauro Wrona resulta na montagem de um espetáculo, do qual participam também cantores e músicos convidados. O Ópera Estúdio já encenou Così Fan Tutte, de Mozart (em 2005), Albert Herring, de Benjamin Britten (2006), Orphée aux Enfers, de Jacques Offenbach (2007), com adaptação em português de Francisco Correa Vasques, Viva La Mamma, de Gaetano Donizetti (2008), Le Domino Noir, de Daniel Auber (2009), A Flauta Mágica, de Wolfgang Amadeus Mozart (2010), Tutto nel Mondo è Burla!, espetáculo com obras de Verdi, Puccini, Rossini e Donizzetti (2011) , As Bodas de Fígaro, composta por Mozart e Os Contos de Hoffman de Offenbach (2012), O Morcego de Johann Strauss(2013) e A Viagem a Reims de  Gioachino Rossini (2014).

 

Mauro Wrona

Atuou durante trinta anos como cantor lírico (tenor) no Brasil e na Europa, onde permaneceu durante vinte anos. De volta ao Brasil em 1997, iniciou intensa atividade na direção cênica de óperas, destacando-se nas produções das séries Ópera do Meio-Dia no Theatro Municipal do Rio de Janeiro (2000-01) e no Theatro São Pedro, de São Paulo (2004-07). Foi diretor cênico residente da Cia. Brasileira de Ópera, dirigida pelo M. John Neschling (2010). Laureado em regência pela Faculdade Santa Marcelina, regeu a série Ópera Café no Centro de Cultura Judaica (2008-2010). Desde 2011 dirige o Festival de Ópera do Theatro da Paz, de Belém do Pará.

 

Escola de Música do Estado de São Paulo – Tom Jobim

Com mais de 20 anos de atuação, a Escola de Música do Estado de São Paulo (EMESP Tom Jobim) tem como objetivo a formação dos futuros profissionais da música erudita e popular. Com um corpo docente altamente qualificado, a EMESP vem construindo um projeto pedagógico inovador, com foco no ensino de instrumento, no convívio dos alunos com grandes mestres e nas práticas coletivas (música de câmara e prática de conjunto), além de disciplinas teóricas de apoio. Em constante diálogo com as principais instituições de formação musical do Brasil e do mundo, a EMESP oferece a cada ano centenas de shows, concertos, workshops e master classes. A EMESP Tom Jobim tem em sua estrutura pedagógica a Orquestra Jovem do Estado, Banda Sinfônica Jovem do Estado, Coral Jovem do Estado e Orquestra Jovem Tom Jobim, que oferecem bolsas para alunos da Escola em fase de pré-profissionalização. Outros cursos avançados como o Ópera Estúdio e o Núcleo de Música Antiga são referência nacional.

 

Serviço:

Data: 15 de dezembro (terça)

Horário: 21h

Local: Auditório Masp Unilever

Endereço: Avenida Paulista, 1578, Cerqueira César, São Paulo – SP

Entrada gratuita

 

Elenco de 15/12

Pamina – Mariana Pires

Tamino – Felipe Moreira

Papageno – Yuri de Lima e Souza

Papagena – Mariana Magatto

Rainha da noite – Flávia Albano de Lima

Primeira Dama – Marcela Panizza

Segunda Dama – Camila Rabelo

Terceira Dama – Maria Cecília

Monostatos – Ivano Natanael Fonseca

Sarastro – Fabrício Branchini Beltramini

 

Coro

Felipe Monteiro

Leonardo dos Santos da Silva

Lucas Grabesco

 

Ficha técnica

Direção musical e artística: Mauro Wrona

Direção cênica: Norma Gabriel Brito

Pianista: Maria Emília

Iluminação: Wagner Antonio

Visagismo: Rosana Rodrigues

Costureira/Camareira: Elisangela Rodrigues