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De volta ao Brasil, alunos contam suas experiências na Europa

13 de setembro de 2011

Dois alunos da EMESP Tom Jobim foram selecionados para participar de importantes festivais que aconteceram no mês de agosto na Europa.  Wellington Rebouças Guimarães, 20 anos, participou do Mattheiser Sommer-Akademie, festival que acontece em Bad-Sobernheim, na Alemanha e Renan Barbosa Rodrigues, 22 anos, foi selecionado para o International Orchestra Institute, festival orquestral de Attergau, na Áustria.

Ambos foram premiados com bolsas de estudo oferecidas pelo programa Intercâmbios Culturais do Mozarteum Brasileiro. Wellington é violinista, aluno do 4º ciclo na EMESP, da professora Andréa Campos, além de frequentar a Faculdade Cantareira. Já fez parte da Orquestra Jovem do Estado, em que foi spalla e vencedor do concurso Jovem Solista. Atualmente, é integrante da Orquestra Experimental de Repertório, da Orquestra Filarmônica de São Caetano do Sul e da Camerata Fukuda.

O jovem violinista conta que essa experiência orquestral foi fundamental para que fosse selecionado como um dos bolsistas do festival, e destaca a importância de suas aulas de música de câmara com a professora Andréa Campos na EMESP. “Ela sempre nos ensinou a ter disciplina e a dar importância a cada nota da partitura. Na Alemanha, percebi o quanto isso é importante e valorizado pelos músicos”, constata Wellington.

Na Academia de Verão de Mattheis, o aluno teve a oportunidade de frequentar master classes com o renomado professor Mark Gothoni, da Universidade de Artes de Berlim e integrante do Mozart Piano Quartet, grupo que participou do Festival Internacional de Inverno de Campos do Jordão deste ano. “Foram duas semanas intensas de aulas, não parávamos nem aos domingos”, conta Wellington. “Foi uma troca muito rica, pois os alunos vêm de todas as partes do mundo para este Festival.

Além de participarmos das master classes, também realizamos recitais, em que pude mostrar o repertório trabalhado durante o curso.” As aulas com Gothoni lhe renderam orientações preciosas. “Esses vinte dias valeram por um ano de estudo de técnica no violino”, afirma.

Renan, que também é aluno de violino do 4º ciclo e tem aulas com os professores Andréa Campos e Horácio Gouveia na EMESP, tem uma trajetória similar a de Wellington. Fez parte da Orquestra Jovem do Estado e da Orquestra de Câmara da Universidade de São Paulo. Atualmente, toca na Orquestra Experimental de Repertório e na Orquestra Filarmônica de São Caetano do Sul com Wellington.

No Instituto Orquestral Internacional de Attergau, Renan participou de uma orquestra composta por cerca de setenta jovens do mundo todo. Cada naipe foi orientado por um músico integrante da renomada Orquestra Filarmônica de Viena.  

A dinâmica do festival é composta por longos ensaios diários. Na primeira semana, a orquestra atuou sob regência do maestro russo Vladimir Fedoseyev, e na segunda sob a batuta do austríaco Sacha Goetzel. “Fiquei impressionado com a sonoridade da orquestra. Em poucos dias, conseguimos uma qualidade comparável à de orquestras profissionais”, conta o jovem músico. “O Festival foi fundamental para que eu aperfeiçoasse minha postura e disciplina dentro da orquestra. Também aprendi muito com as diferentes ideias de interpretação que cada regente propôs”. 

Renan ainda encontrou uma forma de ter uma aula individual de instrumento com o professor responsável pelo naipe de violinos, Daniel Froschauer. “O Daniel é um excelente violinista, queria muito ter aula com ele. A programação do festival não incluía aulas de instrumento, porém conversei com o professor e ele aceitou me dar uma aula. Foi muito bom”, comenta.

Além disso, os participantes do festival em Attergau tiveram o privilégio de assistir a ensaios da Filarmônica de Viena. “Foi incrível poder acompanhar de perto a rotina de uma das melhores orquestras do mundo”, conta o aluno. 

Para ambos os violinistas, esta foi a primeira oportunidade de viajar para o exterior. Por mais que não falassem a língua alemã, Wellington e Renan aprenderam muito: “A música é uma linguagem universal. Pude compreender as aulas mesmo sem dominar o idioma”, explica Wellington. Entusiasmados, os dois esperam voltar à Europa em breve. “Vou continuar assistindo a todas as master classes que conseguir aqui em São Paulo, e tentar fazer ainda mais contatos com grandes músicos do exterior”, afirma Renan.