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Banda Sinfônica Guri Santa Marcelina faz sua estreia em São Paulo

17 de junho de 2010

Depois de três meses de ensaios, a Banda Sinfônica Guri Santa Marcelina estreiou em São Paulo, no último sábado, dia 12/6, e agradou guris e seus familiares

Banda Sinfônica Guri Santa Marcelina

Do lado de dentro do teatro do CEU Vila Curuçá a animação era grande desde o ensaio que antecedeu a apresentação da Banda Sinfônica Guri Santa Marcelina. Do lado de fora, familiares dos 43 jovens da banda esperavam tão ansiosos que quase não sentiam o intenso frio que atingiu São Paulo. Eles aguardavam a abertura do teatro para acompanhar a estreia dos grupos sinfônicos infanto-juvenis do Guri Santa Marcelina na capital. O evento foi em grande estilo, com figurinos novos desenvolvidos especialmente para os jovens.

Natalia Marino Trovão, 15 anos, há dois anos aluna de clarinete do polo CEU Parque Veredas, levou toda a família para acompanhar a apresentação. “É emocionante, a gente fica com o coração tremendo”, comentou logo após o ensaio. Para Felipe Correia dos Santos Moreira, 18 anos, que estuda tuba no polo Cidade Dutra há um ano, a Banda Sinfônica tem oferecido novos aprendizados. “Conheci afinações e timbres diferentes. Eu tenho o sonho de ser maestro então para mim está sendo muito bom vivenciar tudo isso”, comemora.

Mariana Santos, 15 anos, outra que frequenta o polo Parque Veredas nas aulas de percussão, gosta da banda porque pode conhecer gente nova, de outros polos. Ketelin Maiara da Silva Vieira, 15 anos, que estuda flauta no polo São Carlos resume o sentimento de todos os jovens que participam da banda. “Eu gosto de tocar e é uma emoção muito grande estar na banda. Não imaginava que o Guri poderia possibilitar todas essas oportunidades”, revela. Em poucos minutos todos estavam no palco apresentando obras como Encanto, de Robert W. Smith, e Cantos Nordestinos, de Gilberto Gagliardi, num concerto que durou cerca de uma hora, com diversos intervalos para aplausos.

Banda Sinfônica Guri Santa MarcelinaWagner de Oliveira Silva, pai de Wagner Jr., aprovou a apresentação do rapaz de 15 anos, aluno de clarinete do polo Vila Curuçá. “É a realização de um sonho. Queremos que nossos filhos despertem o interesse para alguma atividade que desenvolva a intelectualidade, a socialização e fiquem longe de coisas que não acrescentem nada para a vida deles. Fazendo parte desse projeto, com certeza ele vai colher frutos no futuro”. Maria José da Silva Lima, mãe de Natan Pereira Lima, 17 anos, aluno de saxofone do polo Parque Veredas, conta que seu filho sempre gostou de música, desde pequeno. “Para mim música é vida. Achei muito lindo ele escolher esse caminho. Espero que siga em frente. Fazer parte do Guri é muito bom para as crianças”, explica.

Para Ricardo Appezzato, regente da Banda Sinfônica e coordenador pedagógico do Guri Santa Marcelina, este é um momento especial por conta da criação de grupos estáveis, que oferecem toda a estrutura para que os jovens desenvolvam-se musicalmente. “Em três meses de trabalho o resultado surpreende. Eles têm muita vontade de saber. Tivemos poucas faltas e todos estudavam para os ensaios. Para essa apresentação eu escolhi um repertório audacioso e eles corresponderam muito bem”, avalia.

No final da apresentação o clima era de descontração, com muitos abraços e cumprimentos dos familiares e amigos. O grupo para no mês de julho, período de férias. No segundo semestre, a Banda Sinfônica terá como convidado o regente da Banda Sinfônica de Tatuí, Dario Sotero, o solista Albert Sabino, professor de tuba da Universidade Federal do Rio de Janeiro e solista da Banda Sinfônica do Estado de São Paulo, e o percussionista Marco Raimundo que faz a estreia brasileira do Concerto para marimba e banda, de Alfred Reed. Também para o mês de novembro estão previstas as estreias de quatro obras inéditas, compostas exclusivamente para o grupo.

Por Carlos Rizzo
Fotos de Roberta Borges

Banda Sinfônica Guri Santa Marcelina