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Coral Jovem do Estado recebe o maestro brasileiro radicado na Suíça, Luiz Alves da Silva, e quinteto de cordas para apresentação única na capital paulista

23 de junho de 2016

Sob preparação vocal de Marília Vargas, grupo interpreta As Sete Últimas Palavras do Senhor Jesus Cristo, de Haydn, na versão em português, acompanhado de um quinteto de cordas que conta com Luis Otavio Santos (violino barroco) e Pedro Gadelha (contrabaixo) entre os músicos 

 

Neste domingo, 26 de junho, o Coral Jovem do Estado faz mais uma apresentação na capital paulista e para encerrar o semestre em grande estilo, recebe o maestro convidado Luiz Alves da Silva, brasileiro radicado na Suíça, onde é professor do Conservatório de Zurique e regente de coro, para interpretar uma obra tradicional e muito especial: As Sete Últimas Palavras do Senhor Jesus Cristo, de Joseph Haydn, que será cantada em português. A apresentação acontece na Catedral Anglicana de São Paulo, às 16h, e a entrada é franca. 

Ligado à Emesp Tom Jobim – escola do Governo do Estado de São Paulo e da Secretaria da Cultura do Estado, sob a gestão da Santa Marcelina Cultura – o grupo de bolsistas também terá a companhia de um exímio quinteto de cordas, formado por Luis Otavio Santos (violino barroco), Alexandre Cruz (violino barroco), Juliano Buosi (viola), João Guilherme Figueiredo (violoncelo) e Pedro Gadelha (contrabaixo).

Em seu segundo ano após renovação do grupo artístico, o Coral Jovem do Estado segue sua temporada em agosto com o seu regente titular Tiago Pinheiro e convidados. Desde 2015, a nova metodologia de trabalho do grupo da Emesp Tom Jobim está inserida em um contexto didático e performático. Desta forma, três vertentes principais foram observadas para constituir um “tripé” artístico. A primeira concentra-se nos cantores ligados à tradição das salas de concerto e das óperas. O segundo é aquele dos que se interessam pela pesquisa e execução da música historicamente orientada, comumente chamada de música antiga. O terceiro é aquele que contém o novo ingrediente para este conjunto: a música popular.

A partir desta premissa, o Coral Jovem do Estado tem se apresentando com diferentes formações, na maior parte dos concertos com seus quarenta cantores reunidos, mas também com formações menores em determinados programas. Do ano passado pra cá, levou ao público repertórios bem diversificados, com obras de compositores importantes e de diferentes épocas, reunindo nomes brasileiros e estrangeiros. Para 2016, promete seguir essa linha com concertos na capital paulista até dezembro.

 

Programa:
Joseph Haydn As Sete Últimas Palavras do Senhor Jesus Cristo (versão: português)

 

Serviço:

São Paulo
Data: 26 de junho, domingo
Horário: 16h
Local: Catedral Anglicana de São Paulo
Endereço: Rua Comendador Elias Zarzur, 1239 – Santo Amaro
Entrada gratuita
Capacidade: 700 lugares
Duração: 60 minutos (aproximadamente)
Classificação indicativa: Livre
Estacionamento: não oferece

 

Coral Jovem do Estado
Formado por 40 bolsistas e ligado à Escola de Música do Estado de São Paulo – Tom Jobim (EMESP Tom Jobim), o Coral Jovem do Estado foi criado em 1979 durante o 10° Festival de Inverno de Campos do Jordão.  Ao longo de sua história, esteve sob a regência de Bruno Wyzuj, Jonas Christensen, Diogo Pacheco, Victor Gabriel, Marcos Leite, Daltson Takeuti, Juan Serrano, Martha Herr, José Ferraz de Toledo e Naomi Munakata, sempre ao lado das mais importantes orquestras sinfônicas e conjuntos instrumentais do Estado. Tem como finalidade principal contribuir na educação e desenvolvimento de seus integrantes, aprimorando seu nível técnico e artístico para que se tornem os futuros profissionais da área. O Coral é um dos grupos de difusão e formação musical da EMESP Tom Jobim, escola do Governo de São Paulo administrada pela Santa Marcelina Cultura.

 

Luiz Alves da Silva – regente convidado
Estudou entre 1983 e 1989 na Schola Cantorum Basiliensis na Suíça. Entre 1989 e 1990 foi membro do Studio Internacional de Opera de Zurique. É fundador e diretor do Ensemble TURICUM que se dedica à divulgação do repertório histórico luso-brasileiro na Europa. Atua como professor de interpretação de música vocal do século XVIII no Conservatório de Zurique e como maestro coral. Ganhou os prêmios da Sociedade Migros Suíça, Fundação Ernst Göhner e da bolsa de estudos do município de Zurique. É cidadão emérito de sua cidade natal, Videira (SC) e recebeu a Medalha do Mérito Cultural Cruz e Souza do governo de Santa Catarina. Em 2011 recebeu do governo cantonal de Zurique o Prêmio Cultural Nikolaus Harnoncourt, das mãos do maestro que dá nome ao prêmio, por sua intensa atuação na vida cultural daquela cidade. Em 2015 graduou-se nas Universidades Nova de Lisboa e Universidade de Zurique recebendo o título de Doutor em Musicologia Histórica.

 

Marília Vargas – preparadora vocal
Uma das mais ativas sopranos brasileiras de sua geração, Marília Vargas conduz uma intensa carreira de concertos. Aos doze anos debutou no Teatro Guaíra, em Curitiba, como o pastor, na ópera Tosca. Nesta época iniciou seus estudos de canto com Neyde Thomas. Formou-se na Schola Cantorum Basiliensis (Suíça, 2001) e obteve o “Konzert Diplom” na classe de Christoph Prègardien, no Conservatório de Zurique (Suíça, 2005). Fez masterclasses e aperfeiçoamentos com Montserrat Figueras, Silvana Bartoli Bazzoni e Barbara Bonney. Premiada no II Concurso Internacional de Canto Bidu Sayão, no VI Concurso Brasileiro de Canto Maria Callas e bolsista das fundações Friedl Wald e Margherite Meyer Stiftung. Também foi laureada com a Bolsa de Aperfeiçoamento Técnico e Artístico em Música, concedida pela FUNARTE, para um ciclo de estudos de alto aperfeiçoamento na França e recebeu o prêmio João Baptista Gnoato, pela Câmara Municipal de Curitiba. Apresenta-se regularmente como solista com diversas orquestras no Brasil e na Europa, entre as quais a Orquestra Sinfônica do Paraná, Petrobras Sinfônica, Sinfônica de Minas Gerais, Orquestra de Câmara de Curitiba, Orquestra Sinfonica Brasileira (OSB), Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (OSESP), Aargauer Symphonie, Orchestra of the Age of Enlightement e Zürcher Kammerorchester. Atua com diversos Ensembles de Música Antiga, entre eles a Capella Reial de Catalunya, sob direção de Jordi Savall, com quem gravou o CD Misteri D’Elx (Alia Vox) e atuou como Ninfa na ópera Orfeo, de Claudio Monteverdi (BBC – Opus Arte); e Le Parlement de Musique, sob direção de Martin Gester. Sua atuação na ópera e na música de câmara a levaram a cantar no Theater Basel, Stadt Casino Bern, Tonhalle Zürich, Wiener Konzerthaus, Theatro Municipal do Rio de Janeiro, Sala São Paulo, Palácio das Artes (Belo Horizonte), Auditorium de Dijon, Arsenal Metz, Theatre Royal du Palais de Versailles, Helsinki Music Centre, National Center of Performing Arts (Beijing), Berliner Konzerthaus, Auditorium e Gran Teatro del Liceo (Barcelona). Tem sido professora convidada de importantes festivais de música e universidades do Brasil e do mundo. Realizou inúmeras gravações para rádios e televisões européias e brasileiras (Arte, TVE, TV Cultura), além de ter sua participação em diversos CDs e DVDs. Seus dois álbuns solo, Todo amor desta terra e Tempo breve que passaste: Modinhas Brasileiras estão ambos esgotados . Em agosto de 2014 lançou seu mais novo CD: Engenho Novo, ao lado do pianista André Mehmari. Em 2015 volta a se apresentar com a aclamada Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo – OSESP. Além de recitais e concertos na França, Suíça, Equador e Brasil.