No próximo dia 19 de agosto, às 17h30, a cantora Andrea dos Guimarães apresenta seu CD Desvelo no auditório da EMESP Tom Jobim. O álbum transita entre a música popular, erudita, o jazz contemporâneo e traz músicas próprias, além de composições de Chico Buarque, Björk e Dorival Caymm.
“Tomara que a mediocridade da cena atual da canção brasileira não seja capaz de esconder essa artista tão talentosa e promissora” – Carlos Calado – Folha de S. Paulo
“Parodiando o humorista, é um disco para tirar as crianças da sala, interromper as conversas, desligar o celular e mergulhar numa música suspensa no espaço, aguardando ouvidos adultos e apurados” – Kiko Ferreira – Jornal Estado de Minas
“A música de Andrea dos Guimarães é como uma canção soando dentro da outra… tão profunda, tão à flor da pele, tão simples, tão bela.” – Aquiles Reis – Jornal Correio da Bahia
“O canto extremamente sofisticado de Andrea consegue irmanar Ivan Lins, Björk e Dorival Caymmi. Classudo!” – Mauro Ferreira – jornal O Dia (RJ)
O que Dorival Caymmi tem a ver com Björk? Para a cantora, pianista, compositora e arranjadora Andrea dos Guimarães, muito. Apesar dos diferentes estilos, tanto o bardo baiano quanto a vanguardista islandesa fazem uma música carregada de sentimentos, com um tipo de entrega radical. Essa entrega é o que importa para Andrea, que está lançando o primeiro CD solo Desvelo (www.tratore.com.br). É uma estréia solitária por opção, como ela diz: “Foi a maneira que encontrei de me mostrar como artista solo. Sempre trabalhei com grupos e essa vontade de cantar e me acompanhar apenas ao piano, terminou prevalecendo. Ao integrar o canto e o instrumento, consigo expressar melhor o que quero dizer”. A única participação ‘afetiva’ no álbum é de Alcides Nunes, pai de Andrea, que dividiu os vocais de Meus tempos de criança (Ataulfo Alves).
Além de gravar músicas dos autores citados, o álbum propõe um cruzamento entre canções de Tião Carreiro, Edu Lobo, Luiz Gonzaga e Chico Buarque, por exemplo. E essa ligação é feita na forma como Andrea arranja e canta. “Desvelo também significa ‘tirar o véu’, revelar cada música à minha maneira, sem analisar seus valores, sem julgamentos, apenas uma forma cuidadosa de encará-las. O disco anda na contramão dos tempos atuais. Não há correria, nem alegrias superficiais. É um convite para acessar o interior de cada um, despertar uma expressividade que sempre senti nessas letras”, conclui Andrea, que também reharmonizou as músicas. O disco foi produzido através do sistema de crowdfunding (financiamento coletivo), do site Catarse.
Gravado ao vivo no estúdio, com Andrea tocando e cantando ao mesmo tempo, cada música tem uma história para estar ali, como se a intérprete a contasse: “Retrato em branco e preto é um arranjo que iniciei em 1998, durante uma aula de piano. Toda melodia que canto está dividida ritmicamente sobre o piano, não me possibilitando muita liberdade para interpretar e provocando, portanto, uma relação mais intensa com a canção. Asa Branca tem abertura com a música Seis horas da tarde (Milton Nascimento), que teoricamente anuncia o começo da noite mas sempre me remeteu a algo que se inicia, por isso achei que ficaria bem como introdução. Essa mesma faixa é recortada com versos de Borandá (Edu Lobo), que também fala da seca. Cocoon (Björk/Knak), que eu traduzi para Casulo, soa como um antônimo ao nome do disco e está no final justamente por isso: depois que me revelei, me fecho novamente. É um arranjo mais simples, com repetições de acordes e cantado sem letra para enfatizar a expressividade e fragilidade da melodia.”
Andrea dos Guimarães
Andrea nasceu em Tupaciguara (Minas Gerais) e está radicada no estado de São Paulo desde 1997. Iniciou os estudos de piano clássico ainda criança, com sua mãe Vera Lúcia dos Guimarães Alvim e Nunes, que é professora. Tem Mestrado em Música pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Há 13 anos integra o grupo Conversa Ribeira, ao lado de Daniel Muller (piano e acordeon) e João Paulo Amaral (viola caipira), com o qual tem dois discos gravados e representou o Brasil em festivais no México e Portugal. Foi também componente do Garimpo Quarteto (de 2007 a 2013), grupo de música instrumental com voz, com o qual também tem um CD. É professora de música do Conservatório Musical Dr. Carlos de Campos (Tatuí/SP), da Escola de Música do Estado de São Paulo – EMESP Tom Jobim (S. Paulo), da Faculdade Souza Lima (S. Paulo) e da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).

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