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V Encontro Internacional de Música Antiga

30 de abril de 2016

Durante o período de 06 a 11 de junho, a EMESP Tom Jobim promove o V Encontro Internacional de Música Antiga. A tônica do projeto é uma atividade pedagógica conjunta, entre os professores do Núcleo e alunos da escola e de outras partes do Brasil, com o objetivo de formar uma orquestra barroca e um madrigal.

Após a semana de ensaios diários, o resultado desta ação se materializará em um concerto de encerramento, que contará com a participação especial do maestro belga Sigiswald Kuijken. Na semana que antede o concerto, Kuijken e os professores do Núcleo de Música Antiga também irão ministrar master classes de instrumento e canto na EMESP Tom Jobim. O concerto de encerramento do Encontro será realizado no dia 11 de junho (sábado), às 16h, no Auditório MASP Unilever.

Veja abaixo a programação completa

Master Classes 

No dias 8, 9 10 de junho, às 14h, o maestro belga Sigiswald Kuijken e professores do Núcleo de Música Antiga da EMESP Tom Jobim ministram master classes na Escola. As inscrições se encerraram as 12h do dia 18 de maio.

SIGISWALD KUIJKEN
Grupos de Câmara

LUIS OTAVIO SANTOS
Violino Barroco

RICARDO KANJI
Flauta Doce

LIVIA LANFRANCHI
Traverso  

NATALIA CHAHIN
Oboé Barroco  

JOÃO GUILHERME FIGUEIREDO
Violoncelo Barroco  

GUILHERME DE CAMARGO
Cordas dedilhadas barrocas / Teorba

MARÍLIA VARGAS
Canto Barroco

ALESSANDRO SANTORO
Cravo

Formação da Orquestra Barroca e Madrigal do Núcleo de Música Antiga EMESP

As inscrições para participar da Orquestra Barroca e Madrigal foram encerradas as 12h do dia 18 de maio.

Veja informações sobre datas e horários dos ensaios da Orquestra e Madrigal abaixo:

06 JUNHO_ 8h30-12h30

07 JUNHO_ 8h30-12h30
08 JUNHO_ 8h30-12h30

09 JUNHO_ 8h30-12h30
10 JUNHO_ 8h30-12h30

Local: EMESP Tom Jobim
A inscrição é gratuita e as vagas são limitadas.
 

Concerto de encerramento

11 JUNHO_16h
Orquestra Barroca e Madrigal do Núcleo de Música Antiga EMESP
Regência: Sigiswald Kuijken
Programa:
Jean Fèry Rebel (1666-1747)
Les  Elemens, ballet
Le Cahos
Loure
Chaconne
Ramage
Rossignols
Tambourin I et II
Sicillienne
Caprice

Jean-Joseph Cassanéa de Mondonville (1711-1772)
In Exitu Israel, motet

marche
In exitu Israel
Mare vidit
Jordanis conversus
Montes exultaverunt
Quid est tibi
Qui timent Dominum
Non mortui laudabunt te, Domine

Local: Auditório MASP Unilever
Avenida Paulista, 1578 – Cerqueira Cesar – São Paulo-SP
Ingressos: R$40 e R$20 (meia)

 

Sigiswald Kuijken regência
Uma das maiores autoridades mundiais na interpretação da música antiga, Sigiswald Kuijken faz parte do seleto grupo de músicos que iniciou o movimento, já na década de 1960. Nasceu na Bélgica em 1944, e formou-se em violino nos conservatórios de Bruges e Bruxelas, com Maurice Raskin. Junto a seus irmãos, Wieland e Barthold, são pioneiros em seus respectivos instrumentos, violino, viola da gamba e traverso. Sigiswald, nos fins da década de 60, reintroduziu a antiga técnica do violino – em que o violino é tocado sem o apoio do queixo – e influenciou gerações de músicos a partir de então. Foi o fundador da classe de violino barroco no Real Conservatório de Haia, na Holanda, onde lecionou de 1971 a 1996. Posteriormente assumiu a cadeira do Conservatório Real de Bruxelas, de 1995 a 2009. Em parceria com Gustav Leonhardt, fundou a La Petite Bande em 1972, uma das mais antigas orquestras barrocas ainda em atividade, e que já acumulou mais de uma centena de premiadas gravações, influenciando inúmeros grupos ao longo do tempo. Além de maestro, Sigiswald detém uma importante discografia como violinista, incluindo as Sonatas e Partitas de Bach, as Sonatas de Mozart ( com Luc Devos), quartetos de Haydn e Mozart com Kuijken Quartet, e as Suites de Bach com um instrumento histórico redescoberto por ele, o violoncelo da spalla. Em 2007, recebeu o título de Doctor Honoris Causa pela Universidade de Leuven, Bélgica. Em 2009 foi agraciado com o prestigioso “ Life Achievement Award”  do governo belga, pelo conjunto de sua obra e carreira.

Luis Otavio Santos, violino barroco
Doutor em música pela Unicamp, obteve graduação e mestrado em violino barroco pelo Conservatório Real de Haia (Holanda), com Sigiswald Kuijken. Seu CD Sonatas para violino de J.M.Leclair venceu o prêmio “Diapason d’Or” na França, em 2005. Em 2007 recebeu o título de comendador da “Ordem do Mérito Cultural”, concedido pelo Ministério da Cultura. Foi diretor artístico nas 25 edições do Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga de Juiz de Fora. É fundador e coordenador do Núcleo de Música Antiga da EMESP Tom Jobim.

Ricardo Kanji, flauta doce
Especializou-se na interpretação da música barroca e clássica ao longo dos 25 anos de sua estada na Holanda, onde foi professor do Conservatório Real de Haia. Criou, em 1997, o Coro e Orquestra Vox Brasiliensis, conjunto com o qual se dedicou como diretor artístico ao projeto História da Música Brasileira. Por este trabalho, foi premiado como o melhor regente pela APCA. Recebeu o Prêmio Bravo de 2009 pela melhor gravação do ano, além da nomeação para o Grammy Latino.

Livia Lanfranchi, traverso
Graduada em flauta moderna pelo Conservatório de Santa Cecília (Itália), especializou-se em traverso e música antiga na Schola Cantorum Basiliensis (Suíça). Estudou com Linde Brunmayr na Hochschule für Musik em Trossingen (Alemanha), e com Barthold Kuijken no Conservatório Real de Haia. Em 2001 concluiu seu mestrado em flauta barroca e clássica com distinção. Gravou com a Mozart Akademie Amsterdam e a Den Haag Baroque Orchestra. Em 2009 lançou pelo selo Clássicos o CD Sonatas para flauta de Bach, com o cravista Alessandro Santoro. É professora de traverso na EMESP Tom Jobim.

Natalia Chahin, oboé barroco
Estudou flauta doce com Bernardo Toledo Piza e Cléa Galhano. Em 1992 graduou-se em flauta doce no Conservatório Real de Haia, estudando com os professores Ricardo Kanji, Marion Verbrüggen e Sébastien Marc. Também no Conservatório obteve seu Diploma de Solista (Master’s Degree) em oboé barroco, sob a orientação do professor Ku Ebbinge. Desde 1994, é professora de flauta doce e oboé barroco no Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga de Juiz de Fora. É professora de oboé barroco na EMESP Tom Jobim desde 2007.

João Guilherme Figueiredo, violoncelo barroco
Iniciou seus estudos de música ao violino com doze anos de idade  e aos quinze no  violoncelo com Atelisa de Sales, Alceu Reis, David Chew e Marcio Mallard no Rio de Janeiro. Aos 20 anos ingressou no Conservatório Real de Haia, na classe do violoncelista e gambista Jaap ter Linden. Iniciou seus estudos na música e instrumentos do sécs. XVII e XVIII com a fundação do grupo Solistas de Câmara do Centro Cultural do Pró Música de Juiz de Fora. Também pesquisador das tradições clássicas do repertório do Oriente Médio e Índia e suas influências na música Antiga européia, junto a  Tarab Faundation em São Paulo . Atualmente, faz parte do Núcleo de Música Antiga da EMESP Tom Jobim e do Conservatório de Tatuí como professor de violoncelo barroco e viola da gamba e regente do Ensemble de Performance Histórica do Conservatório de Tatuí.

Alessandro Santoro, cravo
Mestre em piano pelo Conservatório Tchaikovsky de Moscou. Sob orientação de Jacques Ogg, obteve mestrado em cravo pelo Conservatório Real de Haia, onde lecionou por cinco anos. Integrou a Orchestra of the 18th Century e fundou a Den Haag Baroque Orchestra. Responde pelo acervo material e virtual da Associação Cultural Claudio Santoro. Recebeu o Troféu Câmara Legislativa de melhor trilha sonora do 48º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. É professor de cravo e baixo contínuo do Núcleo de Música Antiga da EMESP Tom Jobim.

Guilherme de Camargo, teorba 
Doutor e mestre em musicologia e bacharel em violão erudito pela ECA USP, vem-se destacando como um dos mais importantes instrumentistas de cordas dedilhadas antigas do Brasil. Além de sua atividade como solista, atua frequentemente junto aos principais conjuntos e orquestras no país. Suas apresentações já o levaram às salas de concerto da China, França, Espanha, Portugal, Finlândia, Bolívia, Argentina, Paraguai e Equador, além de todo o Brasil. Como arranjador, trabalhou em diversas gravações, como os CDs “O Amor Brazileiro – Modinhas & Lundus do Brasil”, “Modinhas” (Capella Brasilica), entre outros. É professor de cordas dedilhadas antigas na EMESP – Tom Jobim e já atuou como professor de cordas dedilhadas antigas nos principais festivais de música do país.                 

 

Marília Vargas, soprano
Uma das mais ativas sopranos brasileiras de sua geração, formou-se na Schola Cantorum Basiliensis (Suíça, 2001) e obteve o “Konzert Diplom” na classe de Christoph Prègardien, no Conservatório de Zurique (Suíça, 2005). Tem sido professora convidada de importantes festivais de música e universidades do Brasil e do mundo. Realizou inúmeras gravações para rádios e televisões européias e brasileiras. Seus dois álbuns solo, Todo amor desta terra e Tempo breve que passaste: Modinhas Brasileiras estão ambos esgotados. Marília Vargas é também professora de Canto Barroco da EMESP Tom Jobim, preparadora vocal do Coral Jovem do Estado e professora da Oficina de Música Barroca da Escola Municipal de Música de São Paulo.