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Orquestra Sinfônica do Guri recebe Cláudio Cruz

19 de agosto de 2015

 Maestro fez o programa da Orquestra Sinfônica do Guri no MASP e no teatro Hebraica

Concentração e um misto de alegria e ansiedade foram alguns dos sentimentos mais presentes nas duas últimas apresentações da Orquestra Sinfônica Infanto-Juvenil do Guri, sob regência do aclamadíssimo maestro Cláudio Cruz, regente titular e diretor musical da Orquestra Jovem do Estado de São Paulo, grupo ligado à EMESP Tom Jobim. 

Aproximadamente 60 alunos tiveram duas semanas intensas de ensaios, tanto na EMESP e no Polo Júlio Prestes, como no MASP. Foi uma oportunidade de fazer uma grande imersão com um dos mais brilhantes violinistas brasileiros, tocando obras de compositores consagrados como Beethoven, Saint-Saëns e Borodin, para os concertos da série Diálogos Culturais, realizados no Grande Auditório do MASP e no teatro Hebraica, respectivamente nos dias 18 e 19 de julho. 

“O repertório foi sugerido pelo coordenador artístico-pedagógico Ricardo Appezzato, em conjunto com os monitores do Guri. Gostei das sugestões, acredito que os jovens usufruíram de uma excelente música. As Polovtsian Dances do Borodin são lindíssimas, exigem bastante empenho musical e técnico”, explica o regente convidado Cláudio Cruz. 

Contente e realizada pelo seu desempenho durante o concerto, Lívia Tatari Santana, 12 anos, era só elogios e sorrisos ao final da apresentação. “Foi bem legal! É bem diferente como o Cláudio Cruz fala e interage com a gente, parecia que estávamos tendo aula de violino com ele. Foi uma boa experiência porque no Guri aprendemos muito e o maestro trouxe um pouco da realidade, além de inspiração. Quero fazer faculdade de música e trabalhar com isso também”, conta a jovem. 

Não foi a primeira vez que Cláudio Cruz esteve à frente do grupo. Em 2014, a Orquestra integrou com outros grupos do Guri, o concerto de encerramento da Orquestra Jovem do Estado de São Paulo, com a Abertura 1812, de Piotr Ilitch Tchaikovsky e Carmen Suíte 1 e 2, de Georges Bizet.  Este ano, alunos da EMESP, do 1º e 2º ciclo, além de bolsistas da Orquestra Jovem, que atuaram como monitores dos alunos, estiveram no palco, inclusive, dois deles são velhos conhecidos: Davi Ciriaco e Matheus Posso, que fizeram parte dos Grupos Infantis e Juvenis. 

“Eu sou fã do Cláudio Cruz, ele toca demais, e como maestro é melhor ainda. É uma experiência incrível! Eu não tenho nem o que falar, estar ali com ele todos os dias, querendo ou não é uma aula. Foi cansativo, mas foi um aprendizado que eu nunca vou esquecer, valeu muito a pena”, diz Rafaela Santos Fernandes de Camargo, 17 anos, spalla para esses concertos. 

Hoje, na Orquestra Jovem do Estado, depois ter passado pela Orquestra Sinfônica Infanto-Juvenil do Guri, o contrabaixista Davi Ciriaco, de 22 anos, não esconde o orgulho de ter começado como a maioria dos jovens do Programa. “Ao lembrar todas as aulas que eu tive durante minha formação no Guri, as coisas que sempre ficarão guardadas comigo é como fui tão bem acolhido pelos professores e funcionários desta instituição, pessoas que sempre me ajudaram a ver as coisas com uma visão ampla e com a perspectiva de um futuro feliz, ao lado daquilo que dá prazer em trabalhar. 

Sentimento parecido tem o violoncelista Matheus Posso, que também estudou no Guri, fez parte dos Grupos Infantis e Juvenis – na Orquestra de Cordas, e hoje, aos 19 anos, depois de três anos integrando a Orquestra Jovem do Estado, foi convidado para ser solista nessas apresentações. E mais: está de malas prontas para a Universidade Mozarteum Salzburg, na Áustria. “É um trabalho inspirador poder ver jovens passando pelo mesmo caminho que passei, compartilhar as experiências que me foram proporcionadas e que agora eles estão tendo”. 

Para o clarinetista Jonathan de Oliveira Carmo, de 16 anos, aluno do 1º ciclo da EMESP, foi seu primeiro concerto. Ele, que começou a tocar o instrumento que seu pai ganhou de presente da sua mãe pelos 18 anos de casamento, realizou seu grande sonho de tocar em uma orquestra. “Foi uma experiência inesquecível. O maestro Cláudio Cruz me fez entender como funciona uma orquestra. Às vezes, ele é muito exigente, a gente fica meio assim, mas depois você pensa, ele está certo, está fazendo evoluir, estou conseguindo tocar certo, entendeu? Então, foi uma experiência incrível. Também fiz muitas amizades, o pessoal do Guri é muito legal”. 

Tiago Biscaro, outro bolsista da Orquestra Jovem do Estado, que também trabalhou como monitor durante essas semanas, confessa que imaginou que o regente seria menos exigente. “Me senti como se estivesse na Orquestra Jovem. Foi incrível! Tocamos de igual para igual. Pude passar algumas coisas, aprender outras. Eles são muito disciplinados e esforçados, chegavam antes dos ensaios, estavam sempre preparados. Fiquei muito à vontade e feliz em trabalhar com os alunos do Guri. 

Os próximos concertos da Orquestra Sinfônica Infanto-Juvenil do Guri serão em novembro e dezembro, com o regente Ricardo Appezzato, no MASP e no Museu da Casa Brasileira. 

Os Grupos Infantis e Juvenis tem o patrocínio do grupo Verzani & Sandrini, por meio da Lei de Incentivo à Cultura do Ministério da Cultura. 

Por Vivian Cunha
Fotos: Roberta Borges

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