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EMESP Tom Jobim apresenta As Bodas de Fígaro na Pinacoteca e no Museu do Ipiranga

19 de junho de 2012

O Ópera Estúdio apresenta a ópera buffa As Bodas de Fígaro, composta por Mozart, com libreto de Lorenzo da Ponte, baseado na peça homônima de Pierre-Augustin Caron de Beaumarchais. A montagem pode ser conferida pelo público nos dias 22 (sexta-feira), 26 (terça-feira) e 29 (sexta-feira) na Pinacoteca do Estado e nos dias 23 (sábado) e 30 (sábado) no Museu do Ipiranga.

A produção é resultado de um semestre de trabalho do professor Mauro Wrona com os alunos do Ópera Estúdio, curso regular para cantores líricos do ciclo avançado da Escola de Música do Estado de São Paulo – Tom Jobim (EMESP Tom Jobim).

A satirização dos hábitos da família real permeia toda a polêmica peça, escrita por Beaumarchais em 1774. Proibido na época por Francisco I, imperador do Império Austro-Húngaro, o texto seria recriado onze anos depois no contexto de uma série de reformas providas pelo novo imperador e partidário do Iluminismo, José II. Neste momento, chegava à Viena o escritor Lorenzo da Ponte, nomeado poeta oficial do Teatro da Ópera da Corte. Mozart então propôs a Da Ponte que criassem uma versão operística da obra de Beaumarchais.

A história desenrola-se no Castelo do Conde de Almaviva na Espanha de 1785. Fígaro e Susanna, servos do Conde e da Condessa Almaviva, estão noivos e se casarão em breve. O Conde mantém um assédio sexual a Susanna o que a faz duvidar que este cumpra a sua promessa de abolir o “Direito do Senhor”, que estabelecia a prerrogativa de se deitar com a serva antes de entregá-la ao futuro marido.

Apesar de a censura do imperador ter sido suavizada, Da Ponte sacrificou grande parte do teor político da peça, que, por exemplo, criticava o poder hereditário. Embora as alusões políticas no texto sejam veladas, a música evidencia as desigualdades de gênero e de classe social. O caráter buffo (cômico) se mostra na vivacidade da música, nas reviravoltas incessantes da ação e no tom cômico das cenas.

“Originalmente, a ópera de Mozart foi escrita em quatro atos. Nessa montagem, a plateia poderá conferir uma versão pocket, condensada em pouco mais de uma hora de duração, permeada por uma ágil narração, que apresenta uma ideia clara e contínua da obra”, explica o coordenador do Ópera Estúdio, Mauro Wrona.

O Ópera Estúdio já encenou Così Fan Tutte, de Mozart (2005), Albert Herring, de Benjamin Britten (2006), Orphée aux Enfers, de Jacques Offenbach (2007), com adaptação em português de Francisco Correa Vasques, Viva La Mamma, de Gaetano Donizetti (2008), Le Domino Noir, de Daniel Auber (2009), A Flauta Mágica, de Wolfgang Amadeus Mozart (2010) e Tutto nel Mondo è Burla!, espetáculo com obras de Verdi, Puccini, Rossini e Donizzetti (2011). 

Elenco

André Rabelo (Conte de Almaviva)
Andressa Chinzarian (Contessa de Almaviva)
Alexandra Liambos (Susanna)
Daniel Marchi Ferreira (Antonio)
Fabio Siniscarchio (Don Curzio)
Johnny de Lima França (Fígaro)
Luiz Alberto Faria (Don Curzio)
Luiz Gustavo Lassen (Don Bartolo)
Nelmon dos Santos (Don Bartolo)
Pamina Rodrigues (Barbarina)
Pedro Vaccari (Don Basílio)
Ricardo Regis Schreurs (Don Basílio)
Roseane Soares (Susanna)

Max Costa – convidado – Conte de Almaviva
Josy Santos – convidada – Cherubino

Direção Musical e Cênica: Mauro Wrona
Assistência de direção: Mayra Terzian
Pianista: Anderson Brenner
Figurinos: Mauro Spolaor
Cenografia: Duda Arruk
Visagismo: Rosana Rodrigues 

Assistente de Cenografia: Julia De Francesco

Assistente de Figurino: Leandro Barros

Serviço
As Bodas de Fígaro – Ópera Estúdio
Pinacoteca do Estado
Dias: 22 (sexta-feira), 26 (terça-feira) e 29 (sexta-feira)
Horário: 16 horas
Endereço: Praça da Luz, 2 – São Paulo SP
Entrada franca 

Duração da montagem: 70 min
Faixa etária: livre

Museu do Ipiranga (Salão Nobre)
Dias: 23 (sábado) e 30 (sábado) de junho
Horário: 16 horas
Endereço: Parque da Independência, s/n.º – Ipiranga – São Paulo
Entrada: R$6 (inteira); R$3 (meia)
Duração da montagem: 70 min
Faixa etária: livre