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Do Guri para o mundo

20 de agosto de 2015

 Ex-aluno do Guri está preparando as malas para estudar violoncelo na Universidade Mozarteum Salzburg, na Áustria 

Matheus Posso, aluno do Guri entre 2008 e 2010 e ex-integrante dos Grupos Infantis e Juvenis, na Orquestra de Cordas, foi aprovado para realizar bacharelado em violoncelo na Universidade Mozarteum Salzburg, na Áustria. O jovem, de 19 anos, que também é bolsista da Orquestra Jovem do Estado, foi solista dos dois últimos concertos da Orquestra Sinfônica Infanto-Juvenil, realizados em julho, no Grande Auditório do MASP e no teatro Hebraica, ambos pela série Diálogos Culturais. 

“O convite feito ao violoncelista Matheus foi muito simpático e importante para exemplificar a trajetória vencedora de um jovem colega”, explica Cláudio Cruz, regente titular e diretor musical da Orquestra Jovem do Estado de São Paulo. 

Bolsista da Orquestra Jovem do Estado desde 2012, Matheus também é aluno da EMESP Tom Jobim desde 2010. Teve aula de violoncelo com a professora Meryelle Maciente e, agora, estuda música de câmera com a professora Liliana Chiriac, além de cursar bacharelado em Violoncelo no Instituto de Artes da Unesp, sendo orientado por Joel de Silva de Souza. 

Com tanto talento e determinação, além do incentivo dos familiares, professores Túlio Pires, Jorge Humberto e Anderson Posso, tio que também é professor do Guri, fizeram com que o jovem galgasse plataformas maiores. Em três anos de Orquestra Jovem do Estado, Matheus, já se apresentou nas principais salas de concerto do Brasil, Europa e Estados Unidos. Em 2014, foi um dos vencedores da 3ª Edição do Prêmio Ernani de Almeida Machado, contemplado com R$ 15 mil. 

“Como músico, meu sonho sempre foi ter minha independência financeira, creio que a maioria dos jovens pensa assim. Além de ter meu próprio dinheiro, eu aprendi a tocar em conjunto, ouvir mais, realmente dividir minha estante com os colegas de naipe, trocar informações (dar e receber com humildade), enfim, tudo isso me acrescenta muito”, conta Matheus.

A convite do coordenador artístico-pedagogógico do Guri, Ricardo Appezzato, o músico foi solista do último programa da Orquestra Sinfônica Infanto-Juvenil, que tem como proposta incorporar aos programas da Sinfônica do Guri maestros importantes, como George Stelluto, Emiliano Patarra, Lutero Rodrigues, Luis  Gustavo Petri, Simone Menezes, entre outros. 

“Fico muito feliz! Diria uma dupla felicidade porque estou tocando no Programa que compôs minha base, meu alicerce, e com o maestro que me ensinou tudo que eu sei de como tocar em orquestras até hoje”, comenta o estudante. 

Para a mãe de Matheus, Joseli Posso, que também é monitora de dois polos do Guri, o filho já demonstrava o interesse pela música desde muito cedo. “É inegável que esse já era o sonho dele, mas para que isso acontecesse, o caminho que ele percorreu foi de extrema importância, pois a base e a formação adquirida no Guri tem um impacto fundamental, desde a convivência com os professores e mesmo a própria base musical. E sinto na pele, como mãe, como a existência de um programa musical é capaz de transformar e ampliar todo um horizonte. O Brasil precisa abrir os olhos para o campo da educação musical”. 

Para a viagem, tudo já está muito planejado, o embarque acontece agora  em setembro. O curso tem duração de quatro anos, com o professor italiano Giovanni Gnocchi. “Foi uma noticia maravilhosa! A Mozarteum Salzburg é uma das universidades mais conceituadas do mundo e ter passado foi de um feitio imenso. Claro que devo isso a tudo que eu aprendi ao Guri, EMESP, Instituto Fukuda, Unesp e a outros tantos lugares que me ajudaram e me motivaram a chegar onde estou”, comemora Matheus. 

E o coração da mãe como fica ao saber que o filho vai estudar tão longe? “Sem sombra de dúvidas, apertado, mas ao mesmo tempo muito feliz pela oportunidade que meu filho teve”, finaliza Joseli Posso.

Que muitos Matheus ainda estejam por vir. 

Por Vivian Cunha