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Coral Jovem do Estado recebe André Mehmari em duas apresentações

07 de outubro de 2015

O Coral Jovem do Estado, grupo que foi renovado em 2015 e ligado à EMESP Tom Jobim – escola do Governo do Estado de São Paulo e da Secretaria da Cultura do Estado, sob a gestão da Santa Marcelina Cultura – recebe em outubro o solista André Mehmari para um dos principais programas de sua temporada.

Com o mesmo repertório, o grupo regido pelo maestro Tiago Pinheiro se apresenta no dia 15 de outubro (quinta-feira), às 20h, no Sesc Bom Retiro, e no dia 18 (domingo), sobe ao palco do Grande Auditório do Masp, às 16h, ambos com a participação especial do pianista e cravista André Mehmari. 

 

Para este repertório, o Coral Jovem do Estado selecionou obras do compositor italiano renascentista Claudio Monteverdi, que se destacou na Europa entre os séculos XVI e XVII como autor de obras para madrigais e óperas e que aqui serão interpretadas pelo coro jovem da EMESP Tom Jobim com o acompanhamento do cravo de André Mehmari.

 

O grupo formado por 40 bolsistas também vai apresentar um recorte do universo sertanejo do célebre compositor baiano Elomar Figueira Mello, cuja vida e obra são objeto de teses de mestrado e doutorado nas mais importantes universidades brasileiras e de outros países, e que até mês passado esteve representada em uma Ocupação no Itaú Cultural toda dedicada ao mundo particular do cancioneiro.

Nos concertos dos dias 15 e 18 de outubro, o Coral Jovem do Estado vai interpretar quatro músicas de um dos discos que notabilizaram Elomar para o cenário da música brasileira. Do LP …Das Barrancas do Rio Gavião, lançado em 1972 e com texto de apresentação escrito por nada menos que Vinícius de Moraes, estão no programa Na estrada das areias de ouro, Cavaleiro de São Joaquim, O pidido e Cantiga de amigo. Em todas elas André Mehmari intercala solos de cravo e piano.

 

Fechando o programa, o Coral Jovem do Estado traz duas obras autorais de André Mehmari que estão em Canteiro, álbum duplo lançado em 2011 como sendo seu primeiro trabalho totalmente dedicado à produção de canções e que contou com a participação de diversos cantores, músicos e letristas importantes não só da música brasileira, mas também internacional. As escolhidas foram: Meia lágrima, escrita pelo lisboeta Tiago Torres da Silva e gravada nas vozes de Mehmari em parceria com o fadista português António Zambujo, e Festa dos pássaros, com letra do poeta mineiro Bernardo Maranhão e gravada pela cantora Ná Ozzetti.

 

Inspirada na música rural dos paulistas, na moda de viola, Festa dos pássaros é uma canção sertaneja de raiz e que também pode ser definida por catira, uma dança típica do folclore brasileiro. Para Mehmari, este encontro com o Coral Jovem do Estado será muito inspirador “sou um entusiasta da voz, pois acredito que seja o instrumento mais sincero de um instrumentista. É importante que exista um grupo vocal brasileiro disposto a lidar com a voz no sentido mais amplo, que explore todos os coloridos possíveis como propõe o Coral Jovem do Estado. Estou muito contente com o convite”, destaca.

 

Para o maestro Tiago Pinheiro, a satisfação também é do Coral Jovem em receber um dos principais nomes da música brasileira da atualidade. “O André Mehmari transita em diferentes universos da música e seu trabalho é marcado pela contemporaneidade. Ter a oportunidade de dividir o palco com ele, reforça a proposta de reestruturação do coro implantada nesta temporada”, comenta.

 

A nova metodologia de trabalho do grupo da EMESP Tom Jobim está inserida em um contexto didático e performático. Desta forma, três vertentes principais foram observadas para constituir um “tripé” artístico. A primeira concentra-se nos cantores ligados à tradição das salas de concerto e das óperas. O segundo é aquele dos que se interessam pela pesquisa e execução da música historicamente orientada, comumente chamada de música antiga. O terceiro é aquele que contém o novo ingrediente para este conjunto: a música popular.

 

A partir desta premissa, este ano o Coral Jovem do Estado fez apresentações com diferentes formações, considerando estas três vertentes. O grupo esteve com seus quarenta cantores reunidos na maior parte dos concertos, mas em determinadas ocasiões estes três núcleos também se apresentaram separadamente. Até aqui, o grupo levou ao público programas bem diversificados com obras de compositores importantes e de diferentes épocas, reunindo nomes brasileiros e estrangeiros.

 

Programa:

Claudio Monteverdi
Si chio vorrei morire
A un giro sol
Io mi son giovinetta (IV livro de madrigais)
Lasciate i monti
Rosa del ciel (da ópera Orfeu)
Ah, che tormi (I livro de madrigais)
Pur ti miro
Oblivion soave (da ópera lincoronazione di Poppea)
Hor che il ciel e la terra
Lamento della ninfa (VIII livro de madrigais)

Elomar Figueira Mello
Nas estradas das areias de ouro (arranjo Selma Borahgian)

Cavaleiro de São Joaquim (arranjo Xavier Bartaburú)
O pidido (arranjo Marco Antônio Bernardo)
Cantiga de amigo (arranjo Selma Borahgian)

André Mehmari
Meia lágrima (letra: Tiago Torres da Silva e arranjo: Nibaldo Araneda)
A festa dos pássaros (letra: Bernardo Maranhão e arranjo: Xavier Bartaburú)

 

Serviço:

São Paulo

Data: 15 de outubro, quinta-feira

Horário: 20h

Local: Sesc Bom Retiro

Endereço: Alameda Nothmann, 185, Bom Retiro, São Paulo – SP

Ingressos: R$ 20,00 (inteira), R$ 10,00 (meia entrada) e R$ 6,00 (credencial plena) 

Duração: 90 minutos (aproximadamente)

 

Data: 18 de outubro, domingo

Horário: 16h

Local: Grande Auditório do Masp

Endereço: Avenida Paulista, 1578, Bela Vista, São Paulo – SP

Ingressos: R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia)

Duração: 90 minutos (aproximadamente)

 

André Mehmari (cravo e piano)

Compositor e multi-instrumentista, André Mehmari  tem sólida formação de música popular brasileira (parceiras com Milton Nascimento, Ivan Lins, Guinga, Monica Salmaso, Flávio Venturini, Hamilton de Holanda, Sérgio Santos, Chico Pinheiro, Alaíde Costa, entre outros) e uma importante carreira também como compositor erudito. Iniciou os estudos ao piano com sua mãe, aos 5 anos de idade.

Cursou bacharelado em Música na USP. Sua carreira ganhou grande impulso ao vencer o Prêmio Visa de MPB Instrumental em 1998 e vários concursos de composição erudita logo depois. Desde então, André tem se apresentado em importantes festivais como o Chivas Jazz, o Heineken Concerts, TIM Festival, Spoleto Festival USA (André Mehmari Trio), Umbria Jazz e Savassi Festival, além de várias turnês nos Estados Unidos, Europa e Ásia. Escreve frequentemente para orquestras sinfônicas (OSESP, Petrobras Sinfônica, Sinfônica Heliópolis e Sinfônica da Bahia), conjuntos de câmara, filmes e balés. Assina a trilha sonora e direção musical do Sitio do Pica-pau Amarelo (Rede Globo de Televisão) e do filme “Encantados”, da diretora Tizuka Yamasaki. Em 2014 apresentou-se na Argentina, Suíça, Itália, Holanda e em Nova Iorque, cidade onde também ministrou workshop sobre sua própria obra na Columbia University. Em 2015 inicia parceria como compositor residente da Miami Symphony e cumpre extensa agenda de shows no Brasil, Europa, Japão e EUA.

 

Tiago Pinheiro – regente titular

Graduado clarinetista, especializou-se em canto na Berklee College of Music. Dirigiu o grupo Beijo do Coralusp que, nas décadas de 80 e 90, investiu na pesquisa de interação cênica-musical em seus espetáculos e realizou parcerias com artistas como Marlui Miranda e Gilberto Gil, além de registros fonográficos e turnês nacionais e internacionais. Foi solista em diversas obras sinfônicas,entre as quais:”Carmina Burana” de C. Orff e ”Paixão segundo São João” de J.S.Bach. Integrou o coro da OSESP entre 2000 e 2001. Trabalhou junto ao compositor Arrigo Barnabé nas obras sacras “Missa para Arthur Bispo do Rosário” e “Missa para Itamar Assumpção” e nas óperas “Até que se apaguem os avisos luminosos” e “O Homem dos Crocodilos”. Foi regente titular do coral Paulistano do Teatro Municipal de São Paulo e conduziu o grupo em performances a capella e corais sinfonicas como “ O Mundo do Espírito” de Benjamin Britten e “Dido e Enéas”, de Henry Purcell, esta última em parceria com Antônio Araújo e o Teatro da Vertigem. Recebeu menção honrosa da Associação Paulisat de Críticos de Arte APCA em 2013 por seu trabalho à frente deste conjunto. Lançou CD – solo pelo selo Dabliú, cantando música popular brasileira e participou da produção francesa do CD “O amor Brazileiro- modinhas e Lundus do Brasil Imperial”, junto ao grupo Vox Brasiliensis, com o qual excursionou pela França, Espanha e Portugal. Realizou a direção musical e foi um dos protagonistas do espetáculo promovido pelo SESC-SP “Ópera das Pedras”. Atualmente participa como cantor dos grupos Vox Brasiliensis, Novoovonovo e Capella Paulistana. Integra a equipe de regentes do Coralusp e é regente do Coral Fecomércio/Sesc/Senac, Desde fevereiro de 2015 passa a compor a equipe artística da EMESP como regente titular do Coral Jovem do Estado de São Paulo. 

 

Marília Vargas – preparadora vocal

Uma das mais ativas sopranos brasileiras de sua geração, Marília Vargas conduz uma intensa carreira de concertos. Aos doze anos debutou no Teatro Guaíra, em Curitiba, como o pastor, na ópera Tosca. Nesta época iniciou seus estudos de canto com Neyde Thomas. Formou-se na Schola Cantorum Basiliensis (Suíça, 2001) e obteve o “Konzert Diplom” na classe de Christoph Prègardien, no Conservatório de Zurique (Suíça, 2005). Fez masterclasses e aperfeiçoamentos com Montserrat Figueras, Silvana Bartoli Bazzoni e Barbara Bonney. Premiada no II Concurso Internacional de Canto Bidu Sayão, no VI Concurso Brasileiro de Canto Maria Callas e bolsista das fundações Friedl Wald e Margherite Meyer Stiftung. Também foi laureada com a Bolsa de Aperfeiçoamento Técnico e Artístico em Música, concedida pela FUNARTE, para um ciclo de estudos de alto aperfeiçoamento na França e recebeu o prêmio João Baptista Gnoato, pela Câmara Municipal de Curitiba. Apresenta-se regularmente como solista com diversas orquestras no Brasil e na Europa, entre as quais a Orquestra Sinfônica do Paraná, Petrobras Sinfônica, Sinfônica de Minas Gerais, Orquestra de Câmara de Curitiba, Orquestra Sinfonica Brasileira (OSB), Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (OSESP), Aargauer Symphonie, Orchestra of the Age of Enlightement e Zürcher Kammerorchester. Atua com diversos Ensembles de Música Antiga, entre eles a Capella Reial de Catalunya, sob direção de Jordi Savall, com quem gravou o CD Misteri D’Elx (Alia Vox) e atuou como Ninfa na ópera Orfeo, de Claudio Monteverdi (BBC – Opus Arte); e Le Parlement de Musique, sob direção de Martin Gester. Sua atuação na ópera e na música de câmara a levaram a cantar no Theater Basel, Stadt Casino Bern, Tonhalle Zürich, Wiener Konzerthaus, Theatro Municipal do Rio de Janeiro, Sala São Paulo, Palácio das Artes (Belo Horizonte), Auditorium de Dijon, Arsenal Metz, Theatre Royal du Palais de Versailles, Helsinki Music Centre, National Center of Performing Arts (Beijing), Berliner Konzerthaus, Auditorium e Gran Teatro del Liceo (Barcelona). Tem sido professora convidada de importantes festivais de música e universidades do Brasil e do mundo. Realizou inúmeras gravações para rádios e televisões européias e brasileiras (Arte, TVE, TV Cultura), além de ter sua participação em diversos CDs e DVDs. Seus dois álbuns solo, Todo amor desta terra e Tempo breve que passaste: Modinhas Brasileiras estão ambos esgotados . Em agosto de 2014 lançou seu mais novo CD: Engenho Novo, ao lado do pianista André Mehmari. Em 2015 volta a se apresentar com a aclamada Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo – OSESP. Além de recitais e concertos na França, Suíça, Equador e Brasil.