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Bolsista da Orquestra Jovem do Estado é aprovado no Conservatório de Amsterdã

22 de julho de 2014

O jovem Lucas Bernardo iniciará a graduação na instituição holandesa após realizar concertos pela Orquestra em turnê na Europa.

Lucas Bernardo, spalla da Orquestra Jovem do Estado desde 2012 e aluno do 3º ciclo da EMESP Tom Jobim, foi aprovado para realizar o bacharelado no Conservatório de Amsterdã, um dos centros mundiais de excelência em formação musical. O violinista, que acaba de completar 19 anos, foi também o vencedor da segunda edição do Prêmio Ernani de Almeida Machado em 2013 e recebeu uma bolsa de estudos de R$ 60 mil.

 
(Foto: Roberta Borges)

O prêmio visa beneficiar os bolsistas com melhor desempenho da Orquestra Jovem do Estado e é resultado da parceria entre a Santa Marcelina Cultura com o escritório Machado, Meyer, Sendacz e Opice Advogados, que patrocina a iniciativa.

No conservatório holandês, Lucas terá a orientação de Peter Brunt, que conheceu durante master class realizada, em 2012, na EMESP Tom Jobim. Desde então, ter aulas com o violinista era desejo do bolsista que está ansioso para começar o curso. “Durante uma master class na EMESP, tive a oportunidade de tocar para o Peter Brunt que gostou do meu desempenho. Eu também me identifiquei com o modo como ele ensina, então, fiquei com muita vontade de ter aulas com ele. Agora, esse meu desejo vai se concretizar”, conta o jovem.

Com o objetivo de estudar fora do Brasil e sabendo da dificuldade de se manter financeiramente em outro país, Lucas Bernardo começou sua preparação participando da primeira edição do Prêmio Ernani de Almeida Machado, em 2012. Para tal, contou com o apoio da sua professora de violino na EMESP Tom Jobim, Inna Meltser, uma das maiores incentivadoras de sua decisão.  “A Inna me acompanhou durante todo esse tempo. Ela sempre achou que estudar fora seria melhor para mim, pois conheceria novas pessoas, metodologias de ensino, além de ser uma bagagem ótima para minha carreira”, afirma.


(Foto: Roberta Borges)

Na ocasião, o violinista ganhou o prêmio na categoria cordas, no valor de R$ 15 mil. “Usei o dinheiro para comprar um instrumento “de verdade”, pois usava o violino da Inna emprestado”.


A preparação

No ano seguinte, o violinista foi além e conquistou o prêmio máximo de R$ 60 mil. “No primeiro ano que eu participei do concurso, já havia tocado com a Orquestra o mesmo concerto que apresentei no dia da audição. No ano que eu ganhei o prêmio principal, eu me preparei bem, mas não gostei do meu desempenho na prova. Quando foram anunciados os vencedores, passaram pela categoria cordas sem falar meu nome, então, desanimei. Não esperava ganhar o prêmio principal”, revela.

Com o valor da bolsa em mãos, Lucas passou a se dedicar ainda mais aos estudos, sempre com a orientação de Inna Meltser. No mês que antecedeu o teste para o Conservatório de Amsterdã, professora e aluno trabalharam exaustivamente em busca do objetivo. A prova teve três fases: auditiva, com ênfase em percepção, teórica e prática. “Estudei demais antes do teste e, no final, deu tudo certo”, conta.

Lucas vai iniciar a graduação em setembro de 2014. O jovem afirma que ainda é difícil acreditar que dará esse grande passo em tão pouco tempo. O músico fala que seus pais já se acostumaram com a ideia de ter o filho morando longe deles. “Aos poucos vai caindo minha ficha. Estou bastante ansioso, pois tenho certeza que será muito legal. Vai ser um tempo que vai dar para eu estudar muito. Apesar da Inna sempre dizer para meus pais que seria bom eu estudar fora, eles estão preocupados pelo fato de eu sair de casa, ir para outro país. Mas, estão muito orgulhosos. Meus pais sempre me apoiaram e apóiam até hoje, indo aos concertos e me incentivando todos os dias”, explica.

Antes de sua chegada ao Conservatório, o jovem violinista realizará concertos com a Orquestra Jovem do Estado na Holanda e na França. “Já toquei com a Orquestra em três cidades da Alemanha. É diferente, pois o público é mais exigente do que o do Brasil, então a pressão é maior. Quando nos apresentamos em Berlim foi impressionante. A sala de concerto é enorme e estava lotada. Ainda existe um nervosismo de se apresentar lá fora, pois levamos o nome do Brasil conosco.”


(Foto: Heloisa Bortz)

A formação

Aos 9 anos, ganhou seu primeiro violino. Logo depois, entrou para a orquestra da igreja que frequentava. Sem dificuldades para aprender o instrumento, o jovem chamou a atenção do pianista Juliano Kerber que o aconselhou a ingressar em uma escola de música. “O professor Juliano Kerber me achava bastante talentoso e me orientou a frequentar uma escola, ter aulas com bons professores e investir no instrumento. Em 2006, entrei na EMESP para estudar com a Inna Meltser”, conta.

Uma das principais responsáveis pelas conquistas do jovem, a professora Inna sempre será lembrada pelo violinista. “A Inna me viu crescer e é quase uma segunda mãe. Não foi apenas uma professora de violino, mas uma pessoa que ajudou na minha formação, na minha educação e no meu caráter. Ela me ensinou muita coisa e eu a admiro muito. Está sempre disposta a ensinar e tem uma paciência incrível. São poucos os professores que tem essa preocupação em passar o que sabe para o aluno e incentivá-los a aprender. Muitas pessoas me ajudaram ao longo dos anos, mas a Inna foi, sem dúvida, quem mais marcou minha formação musical”, revela.

Outra pessoa pela qual Lucas tem um carinho especial é o regente da Orquestra Jovem do Estado, Cláudio Cruz. “Fiz o teste na Orquestra, principalmente por causa do Cláudio Cruz. Eu havia conhecido ele no Festival de Campos do Jordão e fiquei impressionado com o jeito como ele trabalhava, então, quando soube que ele seria o maestro da Orquestra, me inscrevi para a prova. Eu aprendo com ele a cada programa. Ele é muito exigente, mas também sabe como transmitir os ensinamentos com muita atenção”, explica o violinista.

Lucas se tornou spalla do grupo com apenas 16 anos. “Minha admiração pelo Cláudio Cruz era tamanha, que resolvi fazer a prova como spalla. No começo, foi difícil. Eu era um dos mais novos da Orquestra, então gerou uma desconfiança por parte das pessoas, mas acabou dando tudo certo. Eu aprendi muito”, finaliza.

Há oito anos na EMESP Tom Jobim, Lucas ressalta a importância da instituição de ensino na sua formação. “A EMESP foi muito importante para eu querer tocar violino “de verdade”. Aqui eu fiz muitas master classes com professores importantes. Também tive a oportunidade de fazer vários recitais e isso é essencial para ter experiência em se apresentar em um palco. Foi também pela EMESP que ganhei os dois prêmios, que conheci a Inna e que tive o primeiro contato com o Peter Brunt”, afirma.

Outro ponto que colaborou muito para o crescimento profissional do violinista foram as apresentações com solistas internacionais, em concertos da Orquestra Jovem do Estado. “O nível deles é muito alto. Só de acompanhá-los, já aprendemos muitas coisas. O jeito que se apresentam e a forma como eles tocam ali ao vivo. A Jennifer Stumm é a pessoa que mais marcou para mim. Eu fiquei impressionado como ela toca. Ela é musical e a música dela é viva”, conta referindo-se à participação da violista norte-americana no concerto da Orquestra Jovem do Estado no último dia 11 de maio e na temporada de 2012.
 


(Foto: Marcus Vinicius Magalhães)
 

A campanha

Apesar de ter ganhado a bolsa de R$60 mil, o valor não será o suficiente para realizar a graduação de quatro anos na Holanda. Por isso, o novo desafio do musicista é arrecadar mais recursos para poder realizar a formação completa no país. “O dinheiro que ganhei no Prêmio Ernani dá para ficar menos de um ano na Holanda, mas a graduação é de quatro anos”, explica Lucas.

Por conta disso, a Escola de Música do Estado de São Paulo (EMESP Tom Jobim) – instituição do Governo do Estado de São Paulo e da Secretaria da Cultura, gerida pela organização social Santa Marcelina Cultura – está apoiando a campanha do aluno Lucas Bernardo da Silva, que visa captar recursos para complemento do financiamento de seus estudos.

O quadro abaixo detalha o custo anual de sua estada em Amsterdam para realizar o bacharelado:

Ano

Euros/Ano*

Euros/Mês*

Reais/Ano

Reais/Mês

2014/2015

€ 14.847,08

€ 1.237,26

R$ 45.000,00

R$ 3.750,00

2015/2016

€ 13.197,40

€ 1.099,78

R$ 40.000,00

R$ 3.333,33

2016/2017

€ 13.197,40

€ 1.099,78

R$ 40.000,00

R$ 3.333,33

2017/2018

€ 11.547,73

€ 962,31

R$ 35.000,00

R$ 2.916,67

Total para os 4 anos

€ 52.789,60

 

R$ 160.000,00

 

(*) Cotação Euro em 30/06/2014: R$ 3,0309

 

Pessoas físicas e jurídicas, interessadas em colaborar, podem depositar qualquer valor diretamente na conta do aluno:

Banco do Brasil
Agência 0442-1
Conta Corrente 44.470-7

Banco Bradesco
Agência 00124-4
Conta Corrente: 63.684-3

Lucas Bernardo da Silva
CPF: 405.040.388-93

Para maiores informações, os interessados poderão entrar em contato com a EMESP Tom Jobim, por telefone (11) 3585-9861 (Relacionamento Institucional – Santa Marcelina Cultura) ou diretamente com o aluno, pelo e-mail: bernardodasilva.lucas@gmail.com.

Para outros detalhes sobre a campanha, clique no link abaixo:

https://www.youtube.com/watch?v=kifImnNy6zc&feature=youtu.be

 

 
por Marcus Vinicius Magalhães