Santa Marcelina Cultura

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Regional de Choro com Izaías Bueno e Zé Barbeiro

O MIS recebe a última roda do Regional de Choro Infanto-Juvenil do Guri em 2017. Com direção de Dinho Nogueira, o grupo recebe Izaías Bueno no bandolim, e Zé Barbeiro no violão de sete cordas.

Regional de Choro Infanto-Juvenil

Primeiro gênero genuinamente nacional, o choro tem suas raízes em ritmos europeus, como mazurca, polca e valsa. As peças estrangeiras começaram a receber influências de manifestações africanas, como o batuque e o lundu, e da interpretação mais afetuosa e sentimental que lhes foi dada veio o nome do novo estilo, choro. Desenvolvidos a partir de uma dinâmica flexível, os conjuntos têm como base uma seção rítmico-harmônica – com violão, violão de sete cordas, cavaquinho e percussão – e solistas – flauta e saxofone. A formação pode variar, compreendendo também instrumentos como tuba, trombone, bandolim e até violino. Inicialmente associados ao folclore de cada parte do Brasil, os grupos se apresentavam com roupas típicas, recebendo aí a denominação de “regionais” de choro.

O Regional de Choro Infanto-Juvenil é a única formação dos Grupos Infantis e Juvenis que se dedica exclusivamente à música brasileira. Fundamentado especialmente na tradição oral, o choro recebe do Guri um tratamento especial, que visa conciliar a interpretação – preservando a liberdade dos instrumentistas – com a pedagogia musical – investindo na sistematização do ensino, com estudos aprofundados e produção de partituras e arranjos próprios. É na roda de choro que os estudantes, após atingir um elevado nível técnico, desenvolvem uma relação pessoal com seu instrumento, explorando as entrelinhas do idioma musical.

Repertório

CHIQUINHA GONZAGA (1847-1935)
Saudade (arr. Edmilson Capelupi)

DONGA (1889-1974)
Pelo Telefone (arr. Paulo Serau)

YAMANDU COSTA (1980)
Boa Viagem

ERNESTO NAZARETH (1863-1934)
Tenebroso

RADAMÉS GNATTALI (1880-1935)
Papo de Anjo

ZEQUINHA DE ABREU (1880-1935)
Tico-Tico no Fubá

IZAÍAS BUENO DE ALMEIDA (1937)
Tão Só

PIXINGUINHA (1897-1973)
Carinhoso

ZÉ BARBEIRO (1952)
Trivial (arr. Dinho Nogueira)

Sobre o(a) regente

Dinho Nogueira, regente
Natural de Poços de Caldas (MG), Dinho Nogueira já atuava profissionalmente com seu pai e irmãos como baterista e cantor aos sete anos. Em 2006, mudou-se para São Paulo, onde estudou com Claudio Leal Ferreira, e se formou em violão clássico pela Unicsul. Como músico, dedica-se à carreira solo e também integra o trio Tecendo o Choro ao lado de Zé Barbeiro e Cibele Palopoli. Dinho também é produtor e arranjador, já tendo produzido e arranjado para diversos artistas. Como pesquisador, tem como principal objetivo desenvolver, junto com seu parceiro Zé Barbeiro, um manual didático do gênero para todos os instrumentos.

Sobre o(a) solista

Izaías Bueno, bandolim
Com mais de meio século e carreira, Izaías Bueno de Almeida figura entre os nomes importantes da história do choro. Empunhando seu bandolim, tem em seu currículo apresentações por todo o Brasil e por inúmeras cidades da América Latina e da Europa. Vencedor de prêmios importantes, como o Prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte e o Prêmio Movimento da MPB, tocou ainda ao lado de grupos como a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo e a Orquestra Sinfônica da USP. Além disso, é integrante dos grupos Izaías e seus Chorões e Moderna Tradição.

Zé Barbeiro, violão de sete cordas
Considerado pela crítica especializada um dos mais modernos compositores de choro da atualidade e um dos músicos mais influentes para a nova geração de chorões no estado de São Paulo. Representante importante do movimento de renovação do choro, não só pela forma de tocar o violão de 7 cordas, como também pela característica de suas composições, influenciou boa parte dos jovens intérpretes e compositores da cena atual paulista.

Data: 10/12/2017

Horário: 14:00

Local: MIS

Museu da Imagem e do Som
Endereço:
Av. Europa, 158 – Jardim Europa, São Paulo
Telefone: (11) 2117-4777

Entrada: Franca

#SMC2017SAMPA